Games eróticos: transar com o console é o futuro do sexo?
Indústria dos games explora sexo e nudez há tempos, mas com tecnologia, experiências ficam cada vez mais reais. Confira jogos com a temática
atualizado
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A tecnologia tem mudado as relações humanas significativamente. Ainda não é possível prever os efeitos, a longo prazo, da oferta e demanda infinita por softwares, aplicativos e recursos de realidade virtual. No entanto, não é difícil imaginar que eles estarão cada vez mais presentes, afetando nossa forma de interagir, inclusive sexualmente.
Ao seu estilo, a quinta temporada de Black Mirror estreou com episódio que aborda justamente o uso do erotismo e da realidade virtual em videogames. Striking Vipers conta a história de dois amigos que se reaproximam por meio de um game de realidade virtual, que possibilita interações sexuais entre os jogadores. O enredo distópico culmina em crises existenciais e no congelamento das relações de ambos os personagens. Além disso levanta a polêmica: estaríamos tão longe de experimentar narrativas como a apresentada no episódio?
Pelo visto não. O projeto mais ambicioso da indústria de tecnologia do sexo está chegando e já é um sucesso de crowdfunding. O Virtual Mate é o “primeiro sistema de intimidade virtual” que combina jogo adulto e realista a capa de masturbação avançada com sensor.

Sexo virtual e hiper-realista
A combinação de software e hardware inteligente tem como núcleo o Core, um masturbador sem fio habilitado para Bluetooth. O equipamento conta com rastreamento de movimento em tempo real e um sensor interno incrivelmente sensível para dar feedbacks ao game.
A modelo base do jogo, “Shelia” é branca, peituda, e sempre pronta para realizar as fantasias sexuais dos seus usuários. Ela vem com um banco de dados de animações criadas a partir da captura de movimentos e responde organicamente aos gestos dos usuários. Resumindo: os jogadores ligam o Core, encaixam o pênis e os acariciam enquanto uma modelo 3D realista responde.
Com previsão de chegada ao mercado em 2020 e custo médio de US$ 500, seus desenvolvedores estão confiáveis no sucesso de vendas. Sobretudo após a empresa oferecer US$ 1 milhão a Kim Kardashian para usar sua imagem no game. O convite ficou sem resposta, mas a jogada de marketing popularizou o produto e aumentou significativamente sua lista de espera.
Novidade?
Se um game com pornografia e objetificação de corpos é um prato cheio para polêmicas? Sem dúvidas! Mas fato é que a indústria dos games poucas vezes se submeteu ao politicamente correto. Um dos motivos pelo qual o passatempo continua sendo alvo de críticas, ao mesmo tempo em que mantém público fiel e sobrevive por gerações.
Para se ter ideia, um dos primeiros games eróticos de sucesso surgiu há 37 anos. Batizado de “Softporn Adventure”, o jogo era uma aventura em forma de texto, em que era necessário ler o que estava acontecendo e decidir os próximos passos da história escrevendo frases ou palavras.
O objetivo era seduzir três mulheres e se esquivar de perigos como morrer atropelado por um dançarino em uma discoteca. De acordo com a revista Time em 1981, o game produzido para os computadores Apple II, Atari 8-bit e PCs com DOS, vendeu cerca de 4 mil cópias em poucas semanas.
Tabus à parte – ou abordados em uma próxima coluna – preparamos uma lista com 6 jogos recheados de sexo explícito (alguns com comandos interativos) para provar que a tendência de misturar game e sexo não é tão futurista assim. Confira:

Romance é um das principais características da saga Mass Effect. O Comandante Shepard - que o jogador é capaz de escolher se vai ser homem ou mulher - pode construir um relacionamento com algum membro da nave Normandy, e que, inclusive, pode acabar em sexo dentro de sua cabine particular. As cenas são altamente picantes

Leisure Suit Larry é uma série clássica de 1987 em que o protagonista é Larry Laffer, um personagem exagerado que normalmente causa repulsa nas garotas, mas as conquista com carisma graças à ajuda do jogador. No game, Larry literalmente desapareceu durante todos os anos em que não houve novos títulos do personagem. Como um homem dos anos 80 ele precisa se adaptar a toda uma nova sociedade baseada em aplicativos de namoro como o "Timber" e carros particulares como o "Unter". Cabe ao jogador ajudá-los com as garotas e conseguir noites quentes para o protagonista

No modo normal do GTA San Andreas, quando Carl atinge certo nível no relacionamento com suas namoradas – e ele tem várias – a garota o convida para entrar e tomar um café; o que na verdade significa um convite para o sexo. Na hora H, a tela treme, o jogador ouve uns gritos e gemidos e pronto. Mas no modo “Hot Coffee”, que pode ser habilitado, o café é mesmo quente: o jogador não apenas assiste às cenas de sexo, como também interage, sendo que o desempenho sexual de Carl depende da habilidade dos jogadores no console. Reprodução/Youtube

Poucas cenas de sexo são tão interativas na história dos games quanto em Heavy Rain. Aqui, a relação entre Ethan e Madison deve ser administrada pelo jogador desde as preliminares por meio de quick time events. Reprodução/Youtube

Reprodução/Youtube

Dragon Age é um RPG medieval que permite ao jogador iniciar relacionamentos, independente do sexo do personagem. Os gráficos da versão denominada Inquisiton fizeram o jogo ser apontado pela crítica como o RPG com algumas das melhores cenas de sexo de todos os videogames . Reprodução/Youtube