Pouca vergonha

Fetiche e masmorras: como é a rotina da “rainha” de um clube liberal

Gerido por um casal poliamoroso, o local une fetiche e sofisticação, mas tenta superar graves denúncias de má conduta e abusos

atualizado

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Beth Sparksfire
Churrasco, fetiche e masmorras: a rotina da "Rainha" do clube liberal
1 de 1 Churrasco, fetiche e masmorras: a rotina da "Rainha" do clube liberal - Foto: Beth Sparksfire

O que começou com um simples churrasco no Brooklyn, em 2011, transformou-se no epicentro da cena liberal de Nova York. Elizabeth Pelletier, conhecida como Beth Sparksfire, abandonou uma carreira na publicidade para fundar a Hacienda, uma organização que hoje conta com 13 mil membros e promove eventos eróticos que misturam o lúdico ao extremo.

Ao lado do marido, o britânico e ex-analista financeiro Andrew Sparksfire, Beth gerencia três endereços secretos na cidade. O conceito da “Casa do Sexo do SoHo” é oferecer um ambiente de luxo — equipado com masmorras de BDSM, banheiras de hidromassagem e estações de cera quente — onde fantasias são compartilhadas em murais coletivos e realizadas sob supervisão.

Rigor na seleção e combate à IA

Para manter o que chamam de “energia adequada”, o processo de admissão é criterioso. Candidatos pagam mensalidades de até US$ 45 e precisam enviar fotos, referências e participar de entrevistas presenciais.

Beth revela uma aversão particular a perfis genéricos: “Tenho um bloqueio especial com quem usa Inteligência Artificial para escrever o ‘Sobre Mim’. Demonstrações de desespero ou foco exclusivo no ato sexual também levam à rejeição imediata”, afirma a fundadora. Antes de cada festa, os aprovados passam por uma orientação de 15 minutos sobre consentimento e dinâmicas de “quebra-gelo”.

Churrasco, fetiche e masmorras: a rotina da "Rainha" do clube liberal
A Hacienda tem uma banheira de hidromassagem, um bar e um quintal com mesa e lareira

Crises e segurança em pauta

Apesar do sucesso de eventos temáticos, como o recente baile erótico inspirado na série Bridgerton, a Hacienda enfrentou seu período mais turbulento em 2024. O clube foi alvo de graves alegações de membros que relataram abusos físicos e sexuais durante as festas, incluindo casos de estupro e agressões sem consentimento que remontam a 2014.

Frequentadores acusaram a organização de negligência no acolhimento das denúncias. Em resposta, a administração reforçou seus protocolos. “O sexo traz riscos inerentes, mas tomamos medidas imediatas contra infratores”, defendeu Andrew na época.

Atualmente, Beth garante que a segurança é a prioridade. O clube implementou:

  • Vídeos obrigatórios sobre políticas de conduta no ato da inscrição;

  • Consultores externos imparciais para analisar incidentes;

  • Um sistema transparente de reporte detalhado no site da comunidade.

Entre noites de “guerra de travesseiros” e sessões de ventosaterapia com fogo, a Hacienda tenta equilibrar a liberdade sexual com a necessidade de um ambiente controlado, buscando se manter como o destino principal para quem deseja explorar fetiches na “Cidade do Pecado”.

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