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Fazer muito sexo pode causar infecção urinária? Médico responde

Entenda por que fazer sexo pode favorecer infecções urinárias e quais hábitos ajudam a reduzir o risco no dia a dia

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Ekaterina Demidova/ Getty Images
Foto de mulher sentada em vaso sanitário - Metrópoles
1 de 1 Foto de mulher sentada em vaso sanitário - Metrópoles - Foto: Ekaterina Demidova/ Getty Images

A infecção urinária é uma queixa comum entre mulheres e, em muitos casos, aparece logo após a relação sexual. Mas, afinal, o sexo pode realmente ser um fator de risco? Segundo o ginecologista César Patez, a resposta é sim, embora o cenário envolva diferentes fatores.

De acordo com o especialista, o ato sexual pode facilitar a entrada de bactérias no trato urinário.

“Durante o ato sexual, o movimento e o atrito na região íntima facilitam a migração de bactérias que normalmente vivem na pele e ao redor do ânus, principalmente a Escherichia coli, para a uretra. Como a uretra feminina é curta e muito próxima da vagina e do ânus, esse trajeto é rápido”, explica. 

foto ilustrativa de mulher com Infecção urinária - Metrópoles
Considerada uma das infecções mais comuns, principalmente em mulheres, a infecção urinária é provocada pela bactéria Escherichia coli na maioria das vezes

Uma vez na uretra, essas bactérias podem alcançar a bexiga e se multiplicar, provocando a infecção. Ele também destaca que o atrito pode causar pequenas irritações na região, favorecendo ainda mais esse processo.

Como evitar a infecção e mesmo assim ter uma vida sexual ativa?

Apesar disso, existem medidas simples que ajudam a reduzir significativamente o risco.

“O mais conhecido e importante é urinar logo após a relação sexual. Esse simples hábito ajuda a ‘lavar’ a uretra, eliminando possíveis bactérias”, orienta. Além disso, manter uma boa hidratação ao longo do dia contribui para a limpeza natural do trato urinário. 

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O sexo é considerado uma atividade física
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A higiene íntima também deve ser equilibrada: “Lavar a região com água e sabonete íntimo suave já é suficiente. Duchas vaginais devem ser evitadas, porque alteram a flora vaginal e podem aumentar o risco de infecção”, completa.

Outros elementos também entram na conta, como a lubrificação durante o sexo e até o tipo de contraceptivo utilizado.

Relações com muito atrito, especialmente em casos de ressecamento vaginal, podem aumentar o risco de microlesões e facilitar a entrada de bactérias. Já o uso de espermicidas, em algumas mulheres, pode alterar a flora vaginal e favorecer infecções.

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O médico ressalta ainda que nem toda infecção urinária está diretamente ligada ao sexo. “O ato sexual é, muitas vezes, um gatilho, no entanto, existem diversos fatores associados”, afirma. Entre eles estão a predisposição individual, alterações hormonais — como na menopausa —, baixa ingestão de líquidos, hábitos de higiene inadequados e até o uso frequente de roupas muito apertadas.

Por isso, quando o problema se torna recorrente, o ideal é ir além do tratamento pontual. “Não é apenas tratar cada episódio isoladamente, mas investigar o contexto como um todo. Em alguns casos, é necessário um plano preventivo mais estruturado”, conclui o especialista.

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