Dor no sexo anal não deve ser subestimada, alerta médica; veja riscos
Equivocadamente, muitas pessoas acreditam que a dor é parte comum do sexo anal. Médica comentas causas e alerta riscos de forçar a relação

Quando se trata de sexo anal, muitas pessoas acreditam que a dor deve ser encarada como algo comum e insistem na relação mesmo com o desconforto. Embora as primeiras experiências possam, sim, ser mais tensas, isso não significa que o alto nível de dor deva ser negligenciado — principalmente porque pode tanto indicar quanto provocar lesões graves.

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Ao Metrópoles, a médica proctologista Camila Lima destaca que isso pode acontecer porque o ânus não possui lubrificação natural e o esfíncter precisa de tempo para relaxar.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Esse desconforto, porém, não deve ser intenso nem persistente. Sensação de rasgo, sangramento significativo ou dor que permanece após a relação não devem ser considerados normais”, alerta.
Segundo a especialista, além de penetração muito forte e rápida, condições como fissura anal, hemorroidas inflamadas e infecções também podem piorar a dor. Assim, quando o desconforto é frequente ou acontece mesmo em uma relação cuidadosa, é fundamental investigar e tratar as causas.
“Não é recomendado tentar ‘acostumar’ o corpo ou continuar porque ‘na próxima vez melhora’. O ideal é respeitar o limite e, se for recorrente, procurar avaliação”, reforça.

Riscos de forçar o ato
Camila revela que os prejuízos de forçar o ato incluem fissuras e lesões na mucosa anal, inflamação, sangramentos e piora da dor.
“Por isso, sexo anal não deve ser uma experiência associada à dor intensa. Lubrificação, relaxamento, comunicação e respeito aos limites são fundamentais para reduzir os riscos”, encerra a profissional.















