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Pouca vergonha

Dor no sexo anal não deve ser subestimada, alerta médica; veja riscos

Equivocadamente, muitas pessoas acreditam que a dor é parte comum do sexo anal. Médica comentas causas e alerta riscos de forçar a relação

22/08/2026 02:00
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Foto colorida de figo representando a região anal

Quando se trata de sexo anal, muitas pessoas acreditam que a dor deve ser encarada como algo comum e insistem na relação mesmo com o desconforto. Embora as primeiras experiências possam, sim, ser mais tensas, isso não significa que o alto nível de dor deva ser negligenciado — principalmente porque pode tanto indicar quanto provocar lesões graves.

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Entenda

Ao Metrópoles, a médica proctologista Camila Lima destaca que isso pode acontecer porque o ânus não possui lubrificação natural e o esfíncter precisa de tempo para relaxar.

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Esse desconforto, porém, não deve ser intenso nem persistente. Sensação de rasgo, sangramento significativo ou dor que permanece após a relação não devem ser considerados normais”, alerta.

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Segundo a especialista, além de penetração muito forte e rápida, condições como fissura anal, hemorroidas inflamadas e infecções também podem piorar a dor. Assim, quando o desconforto é frequente ou acontece mesmo em uma relação cuidadosa, é fundamental investigar e tratar as causas.

Não é recomendado tentar ‘acostumar’ o corpo ou continuar porque ‘na próxima vez melhora’. O ideal é respeitar o limite e, se for recorrente, procurar avaliação”, reforça.

Foto colorida mostra uma fileira de pêssegos sobre uma superfície branca. Imagem faz alusão aos glúteos, bumbum, ânus
Uma parte importante da dor nessa prática vem de contração involuntária e persistente do esfíncter, muitas vezes associada a medo, ansiedade, falta de preparo, pouco lubrificante ou experiências dolorosas

Riscos de forçar o ato

Camila revela que os prejuízos de forçar o ato incluem fissuras e lesões na mucosa anal, inflamação, sangramentos e piora da dor.

Por isso, sexo anal não deve ser uma experiência associada à dor intensa. Lubrificação, relaxamento, comunicação e respeito aos limites são fundamentais para reduzir os riscos”, encerra a profissional.