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Pouca vergonha

Dia do Orgasmo: como diferentes culturas enxergam o ápice do prazer

O Dia do Orgasmo, celebrado nesta sexta (31/7), propõe reflexão sobre formas de chegar ao ápice. Sexóloga desvenda o que diz cada cultura

31/07/2026 02:00
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Dia do Orgasmo: como diferentes culturas enxergam o ápice do prazer

Celebrado nesta sexta-feira (31/7), o Dia do Orgasmo vai muito além da ideia de comemorar o prazer. A data abre espaço para discutir como a sexualidade é encarada em diferentes partes do mundo e como crenças culturais podem influenciar, positiva ou negativamente, a relação das pessoas com o próprio corpo.

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Embora o orgasmo seja uma experiência fisiológica, a forma como ele é vivido está longe de ser universal. Em entrevista à coluna, a sexóloga Stephanie Seitz destaca que diferentes sociedades construíram visões distintas sobre o tema ao longo da história, e isso ajuda a explicar por que tantas pessoas ainda enfrentam culpa, ansiedade ou dificuldade para sentir prazer.

Dia do Orgasmo: como diferentes culturas enxergam o ápice do prazer - destaque galeria
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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

PeopleImages/Getty Images
Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar

Yana Iskayeva/Getty Images
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
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O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono

Getty Images
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
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É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade

filadendron/Getty Images
No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer
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No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer

South_agency/Getty Images

O que dizem as diferentes culturas

Em tradições orientais, por exemplo, o prazer costuma estar ligado ao equilíbrio entre corpo e mente, sem que o orgasmo seja visto como o único objetivo da relação sexual.

Já em muitos países ocidentais, consolidou-se durante décadas a ideia de que alcançar o orgasmo era uma espécie de meta, o que pode aumentar a pressão e a frustração durante o sexo.

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“Isso nos mostra que a forma como vivemos a sexualidade é profundamente influenciada pela cultura. Muitas vezes, os bloqueios não estão no corpo, mas nas crenças que aprendemos ao longo da vida”, ressaltou a especialista.

Foto colorida de pessoa aplicando massagem tântrica em outra
A massagem tântrica foca no autoconhecimento e na energia vital
  • Entre as práticas mais conhecidas está o tantra, de origem indiana, que propõe desacelerar, ampliar a consciência corporal, investir na respiração e valorizar todo o caminho até o prazer — em vez de se concentrar apenas no orgasmo.
  • O taoísmo chinês, por sua vez, incentiva o relaxamento, uma maior percepção da energia sexual e fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico.

Vale lembrar

Apesar de existir uma infinidade de formas de alcançar o ápice, Stephanie reforça que não há uma técnica capaz de funcionar para todas as pessoas.

“O melhor caminho é experimentar com curiosidade, sem pressão por resultados. Reservar tempo, diminuir distrações, investir nas preliminares e manter uma comunicação aberta com o parceiro”, lembra.

Mulher deitada na cama e homem a abraçando
Momentos de carinho sem conotação sexual ajudam o casal a se reconectar

A especialista ainda acrescenta que a capacidade de chegar ao orgasmo não depende apenas de estímulos físicos, com aspectos emocionais e psicológicos exercendo um papel decisivo nesse processo.

“Na prática clínica, percebemos que o cérebro é o maior órgão sexual do corpo. Ansiedade, estresse, excesso de cobrança, vergonha, medo de julgamento, conflitos no relacionamento e baixa autoestima podem dificultar muito mais o orgasmo do que qualquer questão física”, enfatiza.

Além disso, a educação sexual recebida ao longo da vida também influencia. Quem cresceu ouvindo que “sexo é pecado” ou que “sentir prazer é errado” pode carregar essas crenças para a vida adulta, criando barreiras que dificultam viver o próprio erotismo de forma leve e saudável.

Foto colorida de mulheres em momento de intimidade na cama
Até o sexo casual exige um certo nível de conexão e interesse

Lição que fica

Por último, a sexóloga salienta que, independentemente da cultura ou do nível de experiência sexual, a principal lição é desacelerar. Segundo ela, reduzir tabus, incentivar o autoconhecimento e tratar o tema com informação pode ajudar mais pessoas a viverem seus desejos sem culpa e sem pressão.

“Principalmente quando envolve o prazer feminino, esse tabu faz com que muitas pessoas convivam com dificuldades sexuais sem buscar ajuda, sintam culpa pelo próprio desejo ou acreditem que o orgasmo é um privilégio de poucos. Além disso, quando deixamos de transformá-lo em obrigação, paradoxalmente ele tende a acontecer com mais naturalidade”, conclui.