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Cuidado com a paquera: saiba os limites do flerte no Carnaval
Durante o Carnaval, com a combinação entre festas, bebida e multidão aumenta casos de assédio verbal e sexual
atualizado
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No Carnaval, a paquera faz parte do clima — mas nem todo contato é flerte, e saber diferenciar isso é essencial para uma folia leve e segura. Em meio à música alta, multidões e bebida, muita gente acaba confundindo aproximação com permissão, e o que poderia ser uma troca divertida vira desconforto. Um flerte saudável começa quando existe reciprocidade: olhar de volta, sorriso, conversa que flui e, principalmente, respeito ao espaço do outro.
A regra é simples: se não tem consentimento, não é paquera — é invasão. Encostar sem avisar, puxar pelo braço, insistir depois de um “não”, forçar beijo ou fazer comentários sobre o corpo de alguém sem abertura são atitudes que ultrapassam o limite e configuram assédio. No Carnaval, o melhor “código de conduta” é claro: pergunte antes, observe os sinais e aceite qualquer recuo sem discussão.
A psicóloga Juliana Gebrim destaca que o ponto de partida é sempre respeitar os limites do outro. “No Carnaval, em especial, as interações são mais frequentes e descontraídas, mas isso não significa que qualquer abordagem seja bem-vinda. Aceite o ‘não’ sem insistência. Isso demonstra maturidade emocional e respeito.”
A profissional acrescenta que a melhor forma de se aproximar de alguém sem ser invasivo é agir com naturalidade e gentileza. “Você pode começar com um sorriso, um olhar ou puxando uma conversa leve”, sugere.

A experta também destaca que é necessário perceber os sinais com bom senso. “Fique atento aos sinais! Se a pessoa desviar o olhar, se afastar ou não se interessar na conversa, fique atento, porque pode ser um indicativo de que não está interessada (o).”
E o mais importante: “É importante aceitar o não! Carnaval é festa, e o clima deve ser leve. Se a pessoa não quiser, siga para outra paquera sem pressão”, reforça.












