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Pouca vergonha

Conversante: vale a pena investir na paquera on-line?

O termo "conversante" tem sido utilizado para nomear alguém com quem se constrói uma conexão por meio de conversas; mas vale a pena?

28/10/2024 02:00, atualizado 28/10/2024 12:47
Getty Images
mulher branca mexendo no celular

Os conversantes são um tipo de “relacionamento” um tanto quanto platônico, mas com um pé na realidade. Exclusivamente on-line, trata-se daquela relação em que você pode até passar madrugadas “hablando“, falar de intimidades, comentar futilidades… O papo, porém, muitas vezes não engata e pode não render um encontro.

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Atualmente, o termo tem sido utilizado para nomear alguém com quem estamos construindo uma conexão por meio de conversas. A psicóloga Emily Verde comenta que, embora possam parecer algo casual, essas interações iniciais nos ajudam a “conhecer mais sobre os valores, interesses e atitudes do outro”.

A psicóloga Flávia Batista acrescenta: “À medida que as conversas se tornam frequentes, a intimidade e a sensação de pertencimento aumentam. É uma relação que cresce por meio das interações digitais, mas permanece no mundo on-line”.

Mas, afinal, vale a pena ter um conversante para chamar de “seu?”

Emily salienta que, para saber se vale a pena investir na relação, é necessário avaliar bem. “Se pergunte: ‘Como me sinto após cada interação? Há reciprocidade?’. Um relacionamento saudável precisa de reciprocidade, tanto em interesse quanto em esforço. Se você percebe que está sempre investindo mais que o outro, isso pode ser um alerta”, diz.

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A partir dessas reflexões, você poderá tomar uma decisão mais racional sobre esse investimento emocional — e do seu tempo.

Para Flávia, um sinal positivo é quando ambos demonstram interesse para que a relação saia do virtual. “A qualidade das interações e a sintonia nos assuntos são bons indicadores.”

Como lidar quando a paquera não vai para frente?

“Quando um conversante não avança para algo mais sólido, isso pode ser um sinal de que aquela relação não teria atendido suas expectativas e necessidades mais profundas”, defende Flávia.

Em vez de se magoar, você pode ver isso como um redirecionamento para algo que será mais alinhado com o que você realmente quer. “Isso é essencial para manter uma perspectiva positiva e continuar buscando conexões que façam sentido”, indica. “Nem sempre a outra pessoa está na mesma sintonia ou momento que você. Encare como uma experiência. Cada conversa ou relação que não dá certo nos ensina algo sobre nós mesmos e sobre o que buscamos”, encerra Emily.