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Como saber se meu consumo de pornografia é saudável? Sexólogo explica

O consumo de pornografia pode afetar a vida sexual e a saúde mental de várias formas; saiba quando situação deve gerar alerta

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1 de 1 pornografia - Foto: Getty Images

Personalidades mundialmente conhecidas já revelaram ter tido uma “relação doentia” e experiências negativas por conta do interesse exagerado pela pornografia, como Billie Eilish, Cara Delevingne, Terry Crews, Jada Smith e Hugh Grant. Mas, como saber se estou tendo uma relação pouco saudável com a pronografia?

O sexólogo Vitor Mello explica que o consumo de pornografia é considerado saudável quando a pessoa consome sem que isso interfira no desejo. Ou seja, sem gerar culpa, vergonha, conflitos morais ou problemas emocionais. Um exemplo é quando não atrapalha suas atividades, relacionamentos ou momentos de lazer. “Em resumo, o consumo é saudável quando não causa desconforto, sofrimento emocional ou algum tipo de disfunção sexual.”

Entenda quando o consumo de pornografia pode ser preocupante

Apesar disso, existem estudos que relacionam o consumo frequente de pornografia a consequências negativas, como insatisfação sexual, disfunção erétil e alterações de comportamento por comparações físicas.

“Há muitos produtores de conteúdo adulto que passam o dia todo em contato com esse tipo de material; para eles, isso é um trabalho e, portanto, não gera prejuízo emocional. Agora, se a pessoa consome e começa a se comparar, sentir insatisfação nas relações ou deixar de se satisfazer sexualmente, aí sim o consumo se torna um problema”, destaca.

Ou seja, para o expert, o consumo deixa de ser saudável quando se torna compulsivo. “Existem artigos que falam sobre vício em conteúdo pornográfico, e nesse momento a pessoa perde o controle, vive conflitos internos e morais, e passa a ter prejuízos nos estudos, no trabalho, na vida social e mental.”

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Em alguns casos, o consumo vira uma válvula de escape diante do estresse, da ansiedade ou de sentimentos negativos. “Quando há esse comportamento descontrolado e sem compreensão do motivo real, apenas buscando uma descarga de dopamina, ele é considerado um vício, um uso problemático.”

O consumo de pornografia é, necessariamente, algo negativo?

Vitor defende que não. “Ele pode servir como uma forma de expressão de fantasias e curiosidades, sem causar prejuízos aos relacionamentos. Pelo contrário, pode até ser algo compartilhado entre parceiros para explorar fantasias ou favorecer o autoconhecimento e o estímulo sexual.”

Como identificar sinais de dependência ou compulsão por pornografia?

Para identificar, é importante observar sintomas semelhantes aos de um vício, como a pessoa perder o controle, sente necessidade constante de consumir, independentemente do momento ou da situação.

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“Pode apresentar sintomas de abstinência, como irritação e ansiedade quando não acessa o conteúdo. Muitas vezes, acaba recorrendo à pornografia em momentos inadequados, mesmo que isso comprometa outras atividades do dia”, salienta Vitor.

O sexólogo também aponta que ter pensamentos frequentes sobre o consumo, dificuldade de concentração e impactos negativos, como distanciamento afetivo e redução da intimidade, são sinais de um relacionamento não saudável com a pornografia.

“Além disso, sentir culpa, vergonha ou angústia após consumir. Esses comportamentos indicam dependência ou compulsão. Vale lembrar que, até o momento, o vício em pornografia não é formalmente reconhecido como diagnóstico nos manuais de transtornos mentais”, reforça.

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Como avaliar meu próprio consumo?

A principal dica, segundo o sociólogo, é fazer uma autoavaliação honesta. Pergunte a si mesmo: “Eu consumo conteúdo adulto e me sinto bem com isso? Me sinto confortável? Consigo manter relacionamentos, ter fantasias e me conhecer melhor?”

Se sim, está tudo bem, é saudável.

“Agora, se o consumo traz culpa, vergonha, afastamento dos relacionamentos, interferência nas obrigações ou acontece de forma descontrolada, é hora de buscar ajuda profissional de um terapeuta, psicólogo ou sexólogo. O objetivo é ter autocuidado e buscar fontes de prazer emocional e sexual de forma saudável”, encerra.

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