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Chuca é necessária? Especialista explica como higienizar a região anal

De limpeza externa ao uso moderado da lavagem interna, coloproctologista orienta sobre os principais cuidados

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Foto colorida mostra uma fileira de pêssegos sobre uma superfície branca. Imagem faz alusão aos glúteos, bumbum, ânus
1 de 1 Foto colorida mostra uma fileira de pêssegos sobre uma superfície branca. Imagem faz alusão aos glúteos, bumbum, ânus - Foto: ascg Photography/Getty Images

Embora nem sempre seja abordada com naturalidade, a preparação para o sexo anal faz parte da realidade de muitas pessoas. Entre as práticas mais conhecidas está a higienização da região antes da relação — popularmente chamada de “chuca” — vista por alguns como uma forma de trazer mais segurança e conforto ao momento íntimo.

Ainda assim, o assunto está cercado de dúvidas e desinformação. Muita gente não sabe se o procedimento é realmente necessário, quais cuidados devem ser tomados ou se existem riscos envolvidos. Por isso, entender melhor como essa preparação funciona — e quando ela é indicada — pode fazer toda a diferença para viver a experiência com mais tranquilidade e bem-estar.

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O sexo é considerado uma atividade física
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A coluna Pouca Vergonha ouviu o coloproctologista Landwehrner Lucena, que esclarece os principais cuidados com a higienização antes do sexo anal. Segundo o especialista, a limpeza deve ser simples e delicada, priorizando apenas a parte externa da região. “A higienização anal diária — inclusive antes da relação — precisa ser gentil, para preservar a barreira natural da pele e da mucosa”, explica.

Isso porque o ânus é uma área sensível, que possui uma microbiota própria com função protetora. Exagerar na limpeza pode ter o efeito contrário ao desejado, causando irritação, ressecamento e até aumentando o risco de infecções. No dia a dia, a recomendação é apostar no básico: água morna e sabonetes neutros são suficientes para manter a região limpa e saudável.

O sexo anal pede cuidados específicos

O médico também reforça que a lavagem interna não deve fazer parte da rotina. “O reto tem um processo natural de limpeza”, afirma. Em vez disso, hábitos simples fazem mais diferença: manter uma alimentação rica em fibras — como frutas, vegetais e grãos integrais —, boa hidratação e prática regular de exercícios contribuem para um funcionamento intestinal equilibrado, o que facilita a higiene. O uso de preservativos também é essencial para reduzir o risco de ISTs.

Sobre a chamada “chuca”, o especialista pondera que ela não é obrigatória. Pode ser utilizada de forma pontual por quem se sente mais confortável, mas sem excessos. O procedimento consiste na introdução de água no ânus para eliminar resíduos, porém deve ser feito com cautela. “A ciência prioriza a redução de danos: faça apenas se necessário e, sempre que possível, opte por evacuar naturalmente antes”, orienta.

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