“Carnavrau”: beber demais pode atrapalhar o sexo pós-bloquinho
Se a intenção é se dar bem depois da folia, queimar a largada na bebida pode não ser uma boa ideia
atualizado
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Álcool e pegação são, sem dúvida, duas coisas que representam o Carnaval dos solteiros de plantão na mesma medida que glitter e fantasias.
Mas, ainda que levar o “contatinho” para casa depois de um dia inteiro de folia seja o que todo mundo deseja para a data, a ideia de misturar o alto consumo de álcool com a prática de sexo pode não ser a melhor pedida.
Inofensiva se ingerida em poucas quantidades, a bebida alcoólica pode se tornar a pior inimiga de quem quer transar. De acordo com o nutricionista Daniel Novais, um dos principais motivos é que a substância é uma inibidora do sistema nervoso central.

“A bebida alcoólica atua em partes do cérebro que estão associadas à excitação e ao prazer. Quantidades exageradas de álcool ou o consumo a longo prazo podem estar diretamente ligados a problemas de ereção”, explica.
E não é só a “pipa” que pode vir a ter dificuldades de subir. Para as mulheres, o consumo excessivo de álcool somado à pouca ingestão de água, pode causar secura vaginal, que é a falta de lubrificação natural na vagina.

Além de “empatar” a excitação, existe um outro motivo importante para não passar dos limites no álcool antes da hora H: o álcool acelera o trato intestinal.
De forma prática, isso quer dizer que o intestino fica mais solto, podendo ocorrer, inclusive, diarreias. Ou seja, além dos motivos relacionado à saúde que todos já conhecem, a dica para a folia é não exagerar para curtir tudo que se tem direito – seja no bloquinho ou na cama.

Todo cuidado é pouco
Os problemas funcionais que beber demais pode causar não são os únicos aspectos com que se preocupar. Afinal, de acordo com o terapeuta sexual André Almeida, exagerar no álcool pode aumentar a probabilidade de envolvimento em comportamentos sexuais de risco.
“Dada a alteração do discernimento e capacidade cognitiva, as pessoas podem se expor a sexo sem proteção, que pode resultar em contração de infecções sexualmente transmissíveis ou uma gravidez indesejada”, explica.

Por último, mas não menos importante, fica o alerta para questões de segurança. “Uma eventual perda de consciência por conta do álcool traz vulnerabilidade e situações de risco frente a pessoas mal intencionadas”, enfatiza André.

