Imbroxável? Descubra se é possível ser imune a broxadas

A coluna procurou saber se o termo, utilizado no modo figurativo pelo presidente, é válido no âmbito sexual

atualizado 07/02/2020 7:32

Cucumber Penis Foto: Getty Images

Não é a primeira vez que o presidente Jair Bolsonaro utiliza a palavra “imbroxável” para se referir a si mesmo e a seu governo. Na última quarta-feira (05/02/2020), ele voltou a usar o termo quando reforçou que não toma decisões pensando em reeleição.

“Não vou broxar para atender vocês pensando em reeleição. Eu sou ‘imbroxável’”, disse Bolsonaro.

Mesmo sabendo que o presidente utilizou a palavra no sentido figurado, fazendo referência ao ato de falhar ou fracassar, surge a dúvida: e no âmbito sexual? É possível, de fato, ser “imbroxável”? O urologista e sexólogo Celso Marzano, conhecido também como Dr. do Sexo, afirma que não.

A famosa “broxada” é a perda ou não acontecimento da ereção. “Quando há uma perda de excitação, o sangue sai do tecido que retém o sangue que circula no pênis, o que causa a dificuldade em manter ou ter uma ereção”, explica o médico.

Por mais que possa parecer constrangedor, é mais comum do que se pensa e não é algo a se envergonhar. “Vai muito do momento que o homem está passando. Nervosismo, medo de falhar, ansiedade. Eventualmente, vai acontecer com todo mundo, não existe homem imbroxável”, garante o especialista.

Vale ressaltar que a perda de ereção não necessariamente significa um problema de disfunção erétil. “O cálculo é: de três relações seguidas, em duas o homem teve dificuldade com a ereção. Só a partir daí é caso para ser investigado. Mas acontecer ocasionalmente é comum”, afirma Dr. Marzano.

Para finalizar, o urologista ainda lembra que, mesmo nos casos de disfunção erétil, há tratamento. Mas, para haver resultados, é preciso procurar acompanhamento profissional.

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