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Pouca vergonha

Carnaval: médica alerta sobre cuidados com glitter nas partes íntimas

Uso na região genital pode causar irritação, alergias e aumentar risco de infecções. Médica dá dicas para evitar problemas

11/02/2026 02:00
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imagem de duas pessoas coberta de glitter dourado

Brilho, fantasia e pele à mostra fazem parte do pacote do Carnaval — e, nos últimos anos, o glitter virou praticamente item obrigatório na maquiagem e no corpo. Mas o que muita gente esquece no meio da empolgação é que nem todo lugar é seguro para “glitterizar”. Quando aplicado nas partes íntimas (ou muito perto delas), o produto pode causar irritações, alergias e até aumentar o risco de infecções, especialmente em dias de calor, suor, atrito e longas horas na rua.

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O problema não é só o glitter em si, mas a combinação com outros fatores típicos da folia: roupas apertadas, biquínis improvisados, absorventes, pouca ventilação e higiene limitada. Além disso, partículas pequenas podem entrar em contato com mucosas e microlesões, causando ardência e desconforto — e transformando a diversão em uma visita ao pronto-socorro.

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A ginecologista Caroline Alonso explica que o glitter pode parecer inofensivo, mas a região íntima é extremamente sensível e tem um equilíbrio muito delicado. “A maioria dos glitters tradicionais é feita de plástico e possui bordas microscópicas irregulares que podem causar microlesões na pele e na mucosa vaginal.”

A médica destaca que essas pequenas “feridinhas” nem sempre são visíveis, mas já são suficientes para causar desconforto e abrir porta para infecções. “Além disso, muitos produtos com glitter vêm misturados a colas, géis ou fixadores que não foram testados para uso na vulva. Isso pode provocar ardor, coceira, vermelhidão e até dermatite de contato”, alerta.

Glitter de Carnaval é essencial para brilho no rosto, corpo e cabelo, mas exige atenção para evitar lesões oculares, alergias e inflamações na córnea

Outro ponto importante, destacado por Caroline, é que o glitter não deve, em hipótese alguma, ser colocado dentro da vagina. “A vagina tem um mecanismo natural de autolimpeza, e qualquer produto ali pode desregular completamente esse sistema.”

Aumenta o risco de infecções

Caroline ainda salienta que o glitter em contato com as partes íntimas pode aumentar o risco de infecções, especialmente se for aplicado diretamente na região vulvar ou próximo à entrada da vagina.

“A região íntima mantém um pH específico e uma flora bacteriana protetora, composta principalmente por lactobacilos. Quando aplicamos produtos irritantes ou incluímos a área com substâncias que retêm umidade (como géis com glitter), criamos um ambiente mais quente e abafado. Esse cenário favorece a proliferação de fungos, como a cândida, e de bactérias associadas à vaginose”, evidencia a médica.

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E como resolver?

De acordo com a médica, após usar o glitter e caso ele caia nas áreas íntimas, lave bem e o mais rapidamente possível. Opte sempre por produtos antialergênicos e biodegradáveis.

O glitter é composto por micropartículas plásticas e metálicas que não se dissolvem e, como todo folião sabe, após usar uma vez é normal encontrar pedaços por todo o corpo. Certifique-se que você retirou o produto por completo antes de cair na farra novamente.