Canetas emagrecedoras e vida sexual: melhora na testosterona e esperma
Novos estudos apresentados no congresso da Sociedade de Endocrinologia apontam que as canetas podem melhorar a testosterona e o esperma

Com a popularização das canetas emagrecedoras, cada vez mais surgem usos e benefícios que vão além do controle da glicemia e da perda de peso. Agora, estudos apresentados no congresso da Sociedade de Endocrinologia, em Chicago (EUA), sugerem que medicamentos como semaglutida e tirzepatida podem aumentar os níveis de testosterona e melhorar a qualidade do esperma em homens com obesidade.

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Ver todasEmbora os achados sejam positivos, os pesquisadores afirmaram que ainda é necessário entender se o efeito acontece diretamente na função reprodutiva ou se os benefícios são consequência do emagrecimento e da melhora no metabolismo.
Achados são promissores
Ao Metrópoles, o médico urologista Mauro Gasparoni explica que a associação faz sentido do ponto de vista biológico — já que a obesidade está associada a alterações hormonais que comprometem a fertilidade.
“A obesidade provoca um desequilíbrio hormonal importante. O excesso de gordura corporal, especialmente na região abdominal, aumenta a conversão da testosterona em estrogênio, reduzindo os níveis do principal hormônio masculino. Esse processo pode afetar a libido, a função sexual e a qualidade dos espermatozoides”, ressalta.
Além disso, a resistência à insulina também afeta a saúde reprodutiva. “O organismo passa a conviver com um estado de inflamação crônica e aumento do estresse oxidativo. Isso pode prejudicar diretamente as células responsáveis pela produção de testosterona e pela formação dos espermatozoides”, alerta.

Perda de peso importa
De acordo com o urologista, homens com obesidade, síndrome metabólica e diabetes tipo 2 têm maior risco de desenvolver hipogonadismo, uma doença caracterizada pela diminuição nos níveis de testosterona e na qualidade do sêmen.
Ou seja, embora a resposta possa variar entre os pacientes, a manutenção da perda de peso continua sendo um dos fatores mais essenciais para a recuperação hormonal.
Por último, Gasparoni afirma que os estudos ainda serão consolidados para avaliar outras métricas, como taxas de gravidez e nascimento de filhos. “Mas os dados atuais reforçam uma mensagem importante: tratar a obesidade pode trazer benefícios não apenas para o controle do peso e das doenças metabólicas, mas também para a saúde hormonal, sexual e reprodutiva dos homens”, conclui.










