Candidíase aumenta no verão e pode afetar a vida sexual; entenda
Causada por fungos presentes no organismo feminino, a candidíase é ainda mais comum no verão; veja como se prevenir

Passar horas na piscina ou na praia e aproveitar o verão é uma delícia. Porém, ficar muito tempo com as roupas úmidas, principalmente para as mulheres, pode desencadear a famosa e temida candidíase, uma das doenças mais prevalentes entre o público feminino.
De acordo com o ginecologista da Maternidade Brasília Marcus Vinicius de Paula, trata-se de uma infecção fúngica vulvar ou vaginal causada por um fungo chamado cândida, “que vive em harmonia com a microbiota vaginal e, em momentos de desequilíbrio da flora, desencadeiam um corrimento que habitualmente se apresenta de forma esbranquiçada ou esverdeada, causando ardência.”

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Ver todasA candidíase é mais comum no verão justamente por causa das principais características dessa estação do ano: o clima quente. Com o calor, a umidade e o abafamento na região íntima feminina aumentam, o que proporciona o ambiente ideal para a proliferação dos fungos.
Como evitar?
De um modo geral, vários hábitos de vida podem predispor ao desequilíbrio, como o uso frequente de roupas justas como calças, calcinhas sintéticas, bem como alimentação rica em carboidratos. “Eles favorecem o aumento de glicogênio vaginal, o que eleva a proliferação vaginal dos fungos”, alerta o especialista.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNão ficar muito tempo com biquíni e molhado, trocar de roupa após os treinos e secar as roupas em locais arejados são medidas essenciais para evitar a proliferação da doença.
Candidíase e a vida sexual
Geralmente, a candidíase está associada à queda da imunidade. Apesar de não ser considerada uma infecção sexualmente transmissível, pode ser transmitida por meio de relações sexuais.
“Com a inflamação local causada pela candidíase, os sintomas de irritação local e queimação são exacerbados, tornando a relação extremamente desconfortável, além de permitir infecção do parceiro após a relação, o que não deve ser realizado”, finaliza Marcus.















