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Paulo Cappelli

Wajngarten: “Atuei apenas no caso das joias, não no do Rolex”

Ex-secretário de Comunicação de Bolsonaro, Wajngarten afirma que o auxiliou apenas no caso do Kit Rosé: “Soube do Rolex pela imprensa”

01/09/2023 09:48, atualizado 01/09/2023 11:22
Michael Melo/Metrópoles
Rosto de fabio wajngarten, ex-secretário especial de comunicação, de óculos com armação branca de paletó e gravata

Ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, o advogado Fábio Wajngarten afirma que não teve qualquer participação na recompra do Rolex nos Estados Unidos, feita por Frederick Wassef.

O ex-gestor diz que entrou no caso das joias para auxiliar Bolsonaro apenas no que se refere ao chamado “Kit Rosé”, presente dado a Michelle Bolsonaro pelo governo da Arábia Saudita e revelado pelo Estadão.

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“Entro na história por conta do Kit Rosé, que a Michelle nem sabia que existia. Entro para fazer gestão de mídia. Soube do Rolex depois, pela imprensa.

Todos os meus diálogos com Mauro Cid são na linha de devolver imediatamente o Kit Rosé, orientando o presidente na reparação de qualquer eventual dano. Não tinha Rolex nessa linha do tempo. Estou fazendo uma ata notarial com as mensagens.

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Nunca soube do relógio vendido para a Pensilvânia, senão teria diálogo meu com o Cid nesse sentido. E não tem. Meu papel foi apenas no Kit Rosé que o [então] ministro Bento Albuquerque recebeu. Atuei como bombeiro nesse caso”, afirma Wajngarten.

Ele nega, portanto, a suspeita aventada por investigadores de que teria atuado em conjunto com Frederick Wassef na recompra do Rolex nos Estados Unidos.