Paulo Cappelli

Treta de corretores de imóveis: chefe de federação diz sofrer ameaças

Presidente da Fenaci denunciou pagamentos do Conselho Nacional de Corretores de Imóveis à associação dirigida por dirigentes da entidade

atualizado

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Lucimar Alves Fenaci ameaças
1 de 1 Lucimar Alves Fenaci ameaças - Foto: Reprodução / Redes sociais

A presidente da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis (Fenaci), Lucimar Alves Elias, alegou ter sido alvo de ameaças após denunciar pagamentos no total de R$ 18,4 milhões feitos pelo Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci) a uma associação controlada por seus dirigentes.

Em uma ação civil ajuizada pela Fenaci, Lucimar aponta que o Cofeci repassou o dinheiro, entre 2018 e 2024, à associação privada Redimob, dirigida pelo presidente do conselho, João Teodoro da Silva. Em aditamento à ação, a presidente da Fenaci disse ter sofrido ameaças por parte de Teodoro após a divulgação do processo.

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Lucimar Alves, da Fenaci, relatou ameaças
Presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, João Teodoro da Silva
Presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, João Teodoro da Silva, é acusado de pagar R$ 18 milhões da entidade à própria empresa
Lucimar Alves, presidente da Fenaci , diz ter sofrido ameaças após ingressar com ação
Presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, Conselho corretores João Teodoro da Silva
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Presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, Conselho corretores João Teodoro da Silva

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Lucimar Alves, da Fenaci, relatou ameaças
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Lucimar Alves, da Fenaci, relatou ameaças

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Presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, João Teodoro da Silva, é acusado de pagar R$ 18 milhões da entidade à própria empresa
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Presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, João Teodoro da Silva, é acusado de pagar R$ 18 milhões da entidade à própria empresa

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Lucimar Alves, presidente da Fenaci , diz ter sofrido ameaças após ingressar com ação
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Lucimar Alves, presidente da Fenaci , diz ter sofrido ameaças após ingressar com ação

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As mensagens, segundo a denúncia, afirmam que Teodoro teria ameaçado a imagem de Lucimar para forçá-la a retirar a ação.

“Ainda há tempo para você resguardar sua reputação. A ação que você propôs foi devolvida para que você confirme ou não a denúncia, já que, segundo o juiz, a Fenaci não tem prerrogativa legal para ingressar com ação civil pública. Lembre-se: tudo o que você denunciar, terá de provar, sob pena de prática de falsidade ideológica. […] Pense nisso! Quem sabe Deus esteja lhe dando uma chance de remissão”, diz uma das mensagens.

De acordo com a documentação apresentada por Lucimar Alves, nas mensagens, Teodoro ainda ameaça a presidente da Fenaci de abrir processo pelo crime de falsidade ideológica, acusando-a de falsificar a ata de uma reunião da entidade para poder ingressar com a ação.

O presidente do Cofeci também afirma que, depois da denúncia, pretende cobrar uma dívida da Fenaci com o conselho. “Inclusive, a Fenaci tem um débito antigo com o Cofeci, que você herdou de seu antecessor e que hoje, corrigido, representa valor significativo. Eu até já havia discutido em diretoria a possibilidade de transformá-lo em doação, tendo em vista a dificuldade financeira pela qual atravessa a Fenaci. Agora será difícil retomar esse tema, já que você transformou as duas instituições em antagônicas”, diz Teodoro.

Sociedade

Teodoro é sócio da esposa, Jucélia Laba Ferreira da Silva, e do filho, Daros Augusto Teodoro da Silva, na associação de corretores Redimob, fundada em 2005, com sede em Brasília (DF) e atuação como “provedor de acesso a redes de comunicações”. O quadro de membros e sócios da empresa, segundo a federação, inclui também outros diretores do Cofeci, entre eles o coordenador nacional das eleições para o comando da entidade, Luiz Cláudio Nasser Silva.

A ação impetrada pela Fenaci, que tramita na Justiça Federal do Distrito Federal, pede o afastamento de Teodoro e de outros integrantes da diretoria do conselho supostamente envolvidos no esquema, além da indisponibilidade de bens do grupo.

Nota

Em contato com a coluna, o Cofeci negou ter feito qualquer repasse de recursos a empresas privadas de seus diretores. A entidade também alega que a ação ajuizada pela Fenaci tem “conotação claramente retaliativa contra medidas corretivas” impostas a unidades regionais. Leia abaixo a íntegra da nota de esclarecimento do Cofeci:

“NOTA DE ESCLARECIMENTO – COFECI

Diante de inverídicas acusações divulgadas recentemente, o Conselho Federal de Corretores de Imóveis – COFECI vem a público esclarecer:

1. O COFECI jamais repassou nenhum valor a empresa privada de qualquer de seus diretores. Suas ações sempre foram institucionais e no sentido de fomentar o desenvolvimento profissional dos Corretores de Imóveis;

2. O objeto da ação judicial que originou a matéria publicada tem conotação claramente retaliativa contra medidas corretivas adotadas frente a uma de suas unidades regionais;

3. A ação em questão tem por objetivo enfraquecer as medidas corretivas adotadas;

4. O COFECI se manifestará em juízo com as respectivas provas, e continuará firme no seu propósito de trabalhar em prol dos Corretores de Imóveis e da sociedade em geral.”

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