
Paulo CappelliColunas

Secretário que denunciou postos de gasolina detalha momentos de pânico
Secretário que denunciou postos de gasolina que adulteravam combustíveis no Rio de Janeiro, João Pires detalhou momentos de pânico
atualizado
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Secretário que denunciou postos de gasolina que adulteravam combustíveis na cidade do Rio de Janeiro, João Pires detalhou os momentos de pânico que viveu após perseguição automobilística.
À frente da Secretaria de Proteção e Defesa do Consumidor, Pires disse ser cedo para avaliar se o episódio se trata de um atentado ou de uma tentativa de assalto. Ele informou à coluna que o caso é investigado pela Delegacia de Homicídios.
“Um carro me emparelha, abre as duas portas, e apontam dois fuzis do lado do carona, para mim. Institinvamente, eu piso fundo no acelerador para sair dali. Tudo parecia ser um assalto. Começo a imaginar se não era melhor parar o carro, porque estava ficando perigosa a perseguição, a mais de 150 quilômetros por hora. Foi aí que veio um estalo: se o carro não parou até agora, pode ser que ele não queira só me assaltar.”
“Aí eu avisto uma viatura do lado esquerdo da rodovia, eu estava do lado direito, e é o momento que eu achei que, se jogasse para dentro do posto de gasolina, o carro não iria me acompanhar com medo da viatura que estava do outro lado da pista.”
Questionado se acredita que se tratar de uma ameaça por conta de sua atuação combatendo irregularidades em postos de gasolina, Pires respondeu:
“Eu não consigo te afirmar isso, porque seria leviano. Mas todo mundo sabe que a máfia dos combustíveis envolve gente perigosa capaz de fazer isso. E a gente sabe que hoje em dia, com medo de facilitar as investigações, simulam um assalto para não ter cara de perseguição, de execução, de agressão. Tem essas estratégias, como apareceu aí no [caso do] Banco Master”.