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Paulo Cappelli

RJ pode ter lei que obriga apps de GPS a sinalizar áreas de risco

Atalho da morte: deputado que teve carro atingido ao seguir orientação do GPS quer que aplicativos sinalizem áreas com risco à segurança

25/11/2023 05:30, atualizado 25/11/2023 21:14
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juststock/istock.com
GPS no celular

No Rio de Janeiro, pode virar lei um projeto que obriga aplicativos de GPS a sinalizarem áreas de risco pela cidade. O texto foi apresentado pelo deputado Marcelo Dino [União Brasil], que teve o carro alvejado por tiros na segunda-feira (20/11) ao seguir o caminho traçado pelo app e parar próximo a uma favela na zona oeste da cidade.

No projeto de lei, Dino exige a inclusão de sinais sonoros e notificações visuais alertando os usuários quanto à existência de áreas com problemas de segurança.

O deputado seguia as indicações do GPS quando acabou entrando numa rua bloqueada por barricadas instaladas por traficantes. Ao tentar retornar, teve o carro, que é blindado, atingido pelos tiros. “Um atalho da morre”, diz.

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Deputado Marcelo Dino teve carro alvejado por tiros na favela de Senador Camará
Carro de Marcelo Dino ficou com marcas dos disparos
Marcelo Dino filmou marcas de tiros no seu carro oficial
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Marcelo Dino filmou marcas de tiros no seu carro oficial

Reprodução
Deputado Marcelo Dino teve carro alvejado por tiros na favela de Senador Camará
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Deputado Marcelo Dino teve carro alvejado por tiros na favela de Senador Camará

Alerj
Carro de Marcelo Dino ficou com marcas dos disparos
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Carro de Marcelo Dino ficou com marcas dos disparos

Reprodução

O deputado criticou os aplicativos de GPS por mostrarem apenas os trajetos mais curtos entre as localizações marcadas, “sem levar em consideração problemas graves de segurança em determinada região, o que acaba levando as pessoas para um atalho de morte”.

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“Para efeitos desta Lei entende-se como problemas de segurança pública localidades de conflitos, regiões com incursões policiais permanentes, áreas com grande número de assaltos, roubos e furtos, considerando informações colhidas junto à Secretaria de Segurança Pública ou órgãos e entidades públicas e privadas que estudam o assunto”, explica o projeto.

Além de citar o caso vivenciado pelo deputado, o projeto lembra de mortes ocorridas em situações semelhantes, nas quais o GPS teria levado as vítimas a áreas com altos índices de violência.