
Paulo CappelliColunas

Reunião de Trump e Lula: “Ir ao Salão Oval não é vitória”, diz Eduardo
O deputado Eduardo Bolsonaro afirma que “não é vitória” Lula sentar no Salão Oval com Donald Trump e lembra situações constrangedoras
atualizado
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro afirma que “não é vitória” o presidente Lula sentar no Salão Oval com Donald Trump. O parlamentar lembrou situações de mandatários que passaram por constrangimento ao participar de reuniões na Casa Branca. Em discurso em Nova York, nesta terça-feira (23/9), Trump afirmou que abraçou Lula e que terá uma reunião com o brasileiro na semana que vem.
Em áudio enviado à coluna, Eduardo Bolsonaro elogiou as falas de Donald Trump na ONU e avaliou que o aceno a Lula faz parte de uma estratégia de negociação.
“Sentar-se no Salão Oval, isso por si só não quer dizer vitória. Muito pelo contrário. Vale lembrar, por vezes, quando o presidente da Ucrânia, Zelensky, sentou-se lá. Quando o Ramaphosa, da África do Sul, sentou-se lá. Quando o premier britânico sentou-se lá. E todos eles, o Trump não sorriu para nenhum deles. Pelo contrário. Botou todos eles no seu devido lugar. Então, eu não olhei com nenhuma surpresa esse posicionamento do Trump”, disse Eduardo.
“Ele [Trump] colocou a ONU no devido lugar, chamando de corrupta. Destrói a pauta ambiental, que Lula defendeu. Reafirmou aquilo que sempre foi. Ele também, com relação a Lula, reafirmou a estratégia que foi vitoriosa e sendimentou o seu sucesso profissional, que é ser um excelente estrategista, um excelente negociador.”
“Então ele estressou a situação [ao aplicar a Lei Magnitsky]. Agora, ao que tudo indica, ele vai se sentar à mesa com Lula, na posição que ele quer, no local que ele quer e quando ele quiser. Então Lula vai ter que aproveitar uma rara oportunidade para encontrar-se com Trump, ter momentos valiosos, com a obrigação de trazer alguma notícia positiva para o Brasil”, prosseguiu o deputado.
“Há certamente aquele que vai querer vender a minha pouca influência. São os mesmos que falavam que a Magnitsky não seria aplicada no Moraes. Os mesmos que não apostavam que depois da Magnitsky ao Moraes continuaria a pressão norte-americana. Então Trump está fazendo aquilo que ele é mestre em fazer. E longe disso, de acabar com a alta temperatura, Trump continuará perseguindo seus objetivos, que são presevar as empresas americanas, proteger os cidadãos americanos, como recentemente fez regulamentando a política da diplomacia de reféns. E também resgatando a democracia no hemisfério ocidental.”
“Ele é muito crítico, e segue sendo, do sistema judiciário brasileiro. Por que ele sofreu na pele essa caça às bruxas que ele atribui que Bolsonaro também sofre. Outro ponto: é Trump quem decide quando vai encontrar Lula. E não o contrário.”





