Paulo Cappelli

EUA estuda tirar visto do comandante do Exército, general Tomás

O governo dos Estados Unidos (EUA) estuda revogar o visto do general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante do Exército Brasileiro

atualizado

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Gui Primola/ Metrópoles
EUA e comandante do exercito brasileiro
1 de 1 EUA e comandante do exercito brasileiro - Foto: Gui Primola/ Metrópoles

Os Estados Unidos (EUA) estudam revogar o visto de Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante do Exército Brasileiro. A medida passou a ser discutida porque, na visão do governo de Donald Trump, o general teria sido indicado ao posto por Alexandre de Moraes e garantiria respaldo da cúpula militar a decisões do ministro no STF.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos mapeou um histórico de reuniões de Alexandre de Moraes com o general Tomás. A tese levantada pela Casa Branca é que determinações do magistrado, inclusive alvejando militares, foram definidas após alinhamento prévio com o comandante do Exército Brasileiro.

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Lula ouviu Ribeiro Paiva antes de escolher novo comandante do GSI
O presidente Lula ao lado do ministro da Defesa, José Múcio
Ministro Alexandre de Moraes foi sancionado pelos EUA após campanha de Eduardo Bolsonaro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

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Lula ouviu Ribeiro Paiva antes de escolher novo comandante do GSI
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Lula ouviu Ribeiro Paiva antes de escolher novo comandante do GSI

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O presidente Lula ao lado do ministro da Defesa, José Múcio
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O presidente Lula ao lado do ministro da Defesa, José Múcio

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Ministro Alexandre de Moraes foi sancionado pelos EUA após campanha de Eduardo Bolsonaro
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Ministro Alexandre de Moraes foi sancionado pelos EUA após campanha de Eduardo Bolsonaro

Rosinei Coutinho/STF

A ofensiva norte-americana contra o general brasileiro teria o condão de elevar a novo patamar a tensão diplomática entre os governos Lula e Trump, com potencial de impactar parcerias militares atualmente em curso.

A perda do visto do general Tomás é discutida no âmbito de novo pacote de sanções, que inclui também integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Nesta segunda-feira (22/9), os EUA revogaram o visto de sete autoridades brasileiras.

Procurado, o comandante do Exército Brasileiro preferiu não se manifestar. Generais próximos a Tomás avaliaram que uma ofensiva norte-americana contra o militar seria um “tiro no pé” e romperia canais de diálogo.

Um integrante do governo Trump ouvido pela coluna considerou ser improvável que novas sanções alterem a postura do presidente Lula e de ministros do STF, mas destacou que, ainda assim, mais punições serão aplicadas.

Conversa entre militares

O general Tomás é citado em conversa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, com o advogado Eduardo Kuntz, que representa um militar investigado na ação penal sobre golpe de Estado.

No diálogo por meio de direct no Instagram, Cid afirma que o comandante do Exército Brasileiro confidenciou ao seu pai, o também general Lourena Cid, que Moraes teria se queixado de Bolsonaro.

Diz a mensagem do autor da delação que levou Bolsonaro à condenação: “Ele [Alexandre de Moraes] acha que o PR [ex-presidente da República Jair Bolsonaro] acabou com a vida dele… (CMT EB [general Tomás] que conversou com ele e passou para o meu pai)”.

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