Renan Santos explica experiência com cogumelos: “Fica mais produtivo”
Pré-candidato à Presidência, Renan Santos confirma uso de substância para melhorar desempenho e diz que fato não tem relação com tráfico
atualizado
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Pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos afirmou que o fato de ter usado cogumelos com compostos alucinógenos, conhecidos como “cogumelos mágicos”, não prejudica a sua campanha nem interfere na política de enfrentamento ao combate ao tráfico de drogas que pretende implementar.
Em entrevista à coluna, Renan Santos avaliou que o combate ao crime organizado, além do enfrentamento ao tráfico, deve atingir uma série de segmentos usados na lavagem de dinheiro. O presidente do Movimento Brasil Livre (MBL) disse ser favorável ao uso medicinal da cannabis e do princípio ativo extraído do cogumelo alucinógeno, a psilocibina.
“Na verdade, eu já fiz uso do cogumelo, da substância do cogumelo, na prática, que é a psilocibina, que um amigo meu tinha dado, para trabalhar mais, para ficar mais produtivo. Tem muita gente no mercado financeiro que usa. Isso é recomendado. Tem estudos nos Estados Unidos, assim como o cannabidiol. E eu sou favorável à legalização tanto do uso terapêutico da psilocibina quanto do cannabidiol para tratamento de doenças das mais diversas”, afirmou Renan Santos.
“Mesmo se eu estivesse fazendo o uso recreativo, não seria problemático. E o tráfico também não é constituído através da venda de uma substância que dá em qualquer sítio, com o perdão da palavra, no cocô de vaca. O combate ao tráfico não tem a ver com isso. A gente sabe que as drogas são utilizadas como uma substância, hoje, para venda e para rechear os cofres das facções criminosas. E hoje, inclusive por conta do PCC, a principal fonte é a exportação dessas drogas. Mas existe toda uma miríade de outros negócios que envolvem, desde ocupação territorial, combustíveis, venda de gás, energia elétrica e serviços”, argumentou.
Prejuízos
Renan Santos disse acreditar que o fato de ter usado a psilocibina não deve prejudicar sua campanha à Presidência ou depor contra o projeto de política pública de combate ao crime organizado elaborado por ele.
O uso da substância foi revelado pelo Metrópoles na coluna de Demétrio Vecchioli.








