
Paulo CappelliColunas

Quem é a secretária de Tarcísio que Eduardo diz ser “ligada ao PSol”
Em conversas obtidas pela PF, Eduardo diz a Jair Bolsonaro que governador Tarcísio de Freitas mantém secretária “ligada ao PSol”
atualizado
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Nas mensagens de Eduardo e Jair Bolsonaro obtidas pela Polícia Federal (PF), o deputado se queixa de uma secretária de Tarcísio de Freitas que, segundo ele, seria “ligada ao PSol”. O parlamentar se referiu a Laís Vita Mercês Souza, secretária de Comunicação do Governo de São Paulo.
O diálogo, com data de 24 de junho deste ano, mostra Eduardo irritado com Bolsonaro após o ex-presidente citar uma pesquisa eleitoral. “Você perde para o molusco. Vagão 39,1 x 41,6 Lula”, escreve Bolsonaro.
“Nofa [Nossa]”, responde Eduardo. “Acho melhor eu ficar fora mesmo! Tarcísio vai levar à frente suas bandeiras, inclusive demitindo secretárias ligadas ao PSol e etc. E ele dialoga muito bem. Vai anistiar geral, e o STF, que sempre foi aliado nosso, não será óbice”, ironizou o deputado.
Tanto Bolsonaro quanto Eduardo pediram a Tarcísio que exonere Laís Vita do comando da secretaria sob pretexto de ser “ligada à esquerda”. O governador manteve a nomeação argumentando que a servidora o acompanha desde os tempos em que era ministro da Infraestrutura.
A resistência não foi bem digerida pelo entorno do ex-presidente, que considerou o pedido “pequeno” após o apoio eleitoral concedido a Tarcísio na eleição de 2022.
A referência ao PSol se deve ao casamento de Laís com Bruno Villa. O jornalista assessora Marcelo Freixo (PSol) e aproximou o parlamentar do casal. Já Laís, que doou R$ 60 para candidatos do PSol em 2018, também atuou no escritório do deputado João Neto, hoje vice-líder do PT na Câmara, e com o ex-prefeito de Amargosa (BA) Júlio Pinheiro, que atualmente é secretário de Assuntos Federativos do governo Lula.
Conceituado profissional de imprensa, Villa é assessor de Marcelo Freixo na presidência da Embratur e acompanha o parlamentar desde 2013, quando atuava na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Laís e ele encerraram o matrimônio no início deste ano.
Bolsonaristas criticaram post
Em 2024, deputados bolsonaristas na Assembleia Legislativa reclamaram publicamente de uma postagem da Secretaria de Justiça de São Paulo comemorando o Dia do Orgulho Gay.
A publicação destacava políticas públicas voltadas para o segmento e foi interpretada por aliados de Bolsonaro como um “aceno” do governo Tarcísio à esquerda.









