
Paulo CappelliColunas

Gesto do governo Trump a Fachin mira plano pós-condenação de Bolsonaro
Casa Branca estuda devolver visto do ministro como estratégia a ser usada após provável condenação de Bolsonaro pela Primeira Turma do STF
atualizado
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O governo de Donald Trump estuda devolver o visto do ministro Edson Fachin (STF) como estratégia para um cenário após o julgamento de Jair Bolsonaro na Primeira Turma do Supremo. No colegiado, composto por cinco magistrados, a condenação no mês que vem é dada como certa até mesmo por aliados do ex-presidente da República.
A Casa Branca calcula que Fachin assumirá a presidência da Corte em 28 de setembro e, no comando do tribunal, decidirá sobre recurso apresentado por Bolsonaro para que seu caso seja reapreciado pelo plenário do STF, que conta com 11 ministros.
Na avaliação de integrantes do Departamento de Estado norte-americano, Fachin não tem tensionado as relações entre Brasil e Estados Unidos e poderia assumir papel de “pacificador”. A devolução do visto seria um aceno de Washington.
O magistrado, contudo, não emitiu qualquer sinal de que divergirá da atuação de Alexandre de Moraes, relator da ação penal que tem Bolsonaro como alvo. Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff, Fachin tomou posse como ministro do STF em junho de 2015.
Vistos cancelados
Entre os 11 ministros do STF, apenas André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux não tiveram os vistos revogados.
Os demais — Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Cristiano Zanin — tiveram o documento suspenso pelo governo Trump.
A devolução do visto de Fachin tem sido discutida em reuniões que envolvem integrantes do governo dos Estados Unidos, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo.





