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Paulo Cappelli

Por que ministros do STF resistem a conceder domiciliar a Bolsonaro

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) relutam em conceder prisão domiciliar a Jair Bolsonaro por temer um movimento do ex-presidente

03/02/2026 15:21, atualizado 03/02/2026 15:22
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HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
Jair Bolsonaro preso pelo STF - Metrópoles

Ministros do STF relutam em conceder prisão domiciliar a Bolsonaro por temer que o ex-presidente volte a violar a tornozeleira eletrônica.

Sob reserva, magistrados relataram à coluna que tudo estava encaminhado para Bolsonaro seguir o mesmo caminho do também ex-presidente Fernando Collor, que, condenado pela Suprema Corte a regime fechado, obteve o benefício de poder ficar preso em casa devido a problemas de saúde.

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Advogado de Bolsonaro durante sessão no STF
O ex-presidente e ex-senador Fernando Collor
O plenário do STF
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O plenário do STF

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Advogado de Bolsonaro durante sessão no STF
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Advogado de Bolsonaro durante sessão no STF

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O ex-presidente e ex-senador Fernando Collor
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O ex-presidente e ex-senador Fernando Collor

Jefferson Rudy/Agência Senado

“Bolsonaro estava em prisão domiciliar quando violou a tornozeleira eletrônica. O que garante que não tentará novamente? Collor nunca violou a tornozeleira”, disse à coluna um integrante da Corte.

Já advogados de Bolsonaro sustentam que o ex-presidente apresentava quadro de desorientação mental quando usou uma solda para tentar romper a tornozeleira, pois havia misturado os medicamentos pregabalina e sertralina.

A bula desses medicamentos aponta que, em casos incomuns, a pessoa medicada pode sofrer alucinações.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após a eleição do presidente Lula. Fernando Collor foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção.

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