
Paulo CappelliColunas

Polícia Civil detecta plano do CV para executar chefe da PM do Rio
Facção monitorou rotina e endereço do secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, após morte de traficante
atualizado
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O Setor de Inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou que traficantes do Comando Vermelho (CV) planejaram uma “represália direta” contra o secretário de Polícia Militar do RJ, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, após a morte de uma das lideranças da facção.
Segundo o relatório sigiloso obtido pela coluna, integrantes da organização levantaram o endereço e os hábitos do secretário, possivelmente para executá-lo. A ação foi determinada após uma reunião entre lideranças da facção com a presença de Edgar Alves de Andrade (Doca), Carlos da Costa Neves (Gadernal) e Luciano Martiniano da Silva (Pezão).
De acordo com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a ofensiva contra o secretário seria uma resposta à morte do traficante Wagner Barreto de Alencar, conhecido como Cachulé. Além dessa medida, os líderes da facção decidiram iniciar uma série de ataques para expandir os domínios do CV na zona oeste da cidade.
“A ameaça ao secretário de Polícia Militar representa uma escalada significativa nas táticas da facção e exige atenção e medidas preventivas imediatas. Recomenda-se o monitoramento contínuo das lideranças citadas e das movimentações nas comunidades-alvo na zona oeste, bem como o reforço da segurança pessoal do coronel”, diz trecho do relatório policial.
Operação contra o CV
O coronel Marcelo de Menezes é secretário de Polícia Militar do Rio de Janeiro desde abril de 2024 e foi nomeado pelo governador Cláudio Castro (PL).
Nesta quarta-feira (18/3), a PM realizou uma operação em diferentes regiões do Rio de Janeiro com o objetivo de combater o tráfico de drogas e cumprir mandados contra criminosos do CV.
O traficante Wagner Barreto de Alencar morreu no dia 16 de janeiro de 2026, após um confronto com policiais militares na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro. Ele tinha 45 anos e era apontado como chefe do tráfico na comunidade do Barbante.







