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Paulo Cappelli

Padre preso por pedofilia faz deputado propor cadastro de estupradores

Caso foi exposto pela direita em Minas Gerais e mostra padre sendo preso após supostos abusos contra crianças e adolescentes

23/10/2024 15:40, atualizado 23/10/2024 19:04
O ex-padre Bernardino Batista dos Santos, preso na Região Metropolitana de Belo Horizonte após ser acusado de supostos abusos sexuais praticados contra crianças e adolescentes em Minas Gerais
O ex-padre Bernardino Batista dos Santos, preso na Região Metropolitana de Belo Horizonte após ser acusado de supostos abusos sexuais praticados contra crianças e adolescentes em Minas Gerais

O ex-padre Bernardino Batista dos Santos, de 77 anos, foi preso nesta quarta-feira (23/10) em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele foi denunciado por supostos abusos sexuais praticados contra crianças e adolescentes em Minas Gerais, quando atuava na igreja Santa Luzia.

O suposto caso que levou à prisão teria acontecid num sítio no município de Tiros, região do Alto Paranaíba, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais. A detenção movimentou a política local. O deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL) propôs a criação de um “cadastro de estupradores”.

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Deputado foi à delegacia e fez reclamações ao padre preso acusado de estuprar crianças e adolescentes.
O ex-padre Bernardino Batista dos Santos, preso na Região Metropolitana de Belo Horizonte após ser acusado de supostos abusos sexuais praticados contra crianças e adolescentes em Minas Gerais
Paróquia no bairro do Paraiso
Padee preso acusado de estupro
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Padee preso acusado de estupro

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Deputado foi à delegacia e fez reclamações ao padre preso acusado de estuprar crianças e adolescentes.
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Deputado foi à delegacia e fez reclamações ao padre preso acusado de estuprar crianças e adolescentes.

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O ex-padre Bernardino Batista dos Santos, preso na Região Metropolitana de Belo Horizonte após ser acusado de supostos abusos sexuais praticados contra crianças e adolescentes em Minas Gerais
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Paróquia no bairro do Paraiso
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Paróquia no bairro do Paraiso

“Sessenta mulheres disseram que foram estupradas por esse canalha. É urgente a criação de um cadastro de estupradores, com nome, foto e cidade em que vivem esses criminosos que, muitas vezes, demoram a ir para trás das grades. Esse cadastro permanecerá mesmo após o cumprimento da sentença, uma vez que a população precisa de informações para se proteger desse tipo de gente”, afirmou.

Bernardino Batista dos Santos era conhecido como “Santo do Paraíso”. A alcunha foi dada ao religioso por causa do período em que atuou como padre da Igreja de Santa Luzia, no bairro Paraíso, que fica na Zona Leste de Belo Horizonte.

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Por causa das denúncias, ele foi afastado pela Arquidiocese de Belo Horizonte em 2021. De acordo com os relatos das supostas vítimas, os crimes teriam começado nos anos 1970 e seguiram até o início dos anos 2000, quando Bernardino ainda atuava como padre.

Segundo a Polícia Civil, as investigações acerca do crime de estupro de vulnerável partiram da denúncia de um caso ocorrido em 2016. Na ocasião, uma vítima, de 4 anos à época, disse ter sofrido abusos durante uma festa de casamento na propriedade”.

“Ele era padre em uma paróquia de Belo Horizonte, vinculada a uma escola. Então, por várias vezes, organizavam excursões e levavam essas crianças para passar um tempo no sítio do padre, com presença de professores e até mesmo de pais. Ele conseguia retirar essas crianças de perto dos responsáveis, com base na confiança, abusava delas e depois as devolvia”, descreve a denúncia.