Paulo Cappelli

Os três pontos contestados pelo PT no projeto Antifacção

Líder do PT na Câmara relaciona três pontos do Projeto de Lei Antifacção relatado por Derrite que ainda serão questionados pelo partido

atualizado

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Líder do PT Lindbergh Farias três pontos
1 de 1 Líder do PT Lindbergh Farias três pontos - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES

Após a desistência de Guilherme Derrite (PP-SP) em incluir trechos no Projeto de Lei Antifacção que reduziam a autonomia da Polícia Federal (PF) nos estados, três pontos do texto alterado pelo relator ainda incomodam o PT. Segundo o líder do partido na Câmara, Lindbergh Farias, esses trechos ainda serão alvos de debate antes da votação do projeto.

O primeiro ponto citado por Farias se refere à instituição do crime de “domínio social estruturado”, que, de acordo com o líder do PT, “é uma construção artificial para evitar o uso do termo correto e consagrado ‘facção criminosa’, já previsto no PL Antifacção do governo Lula”.

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Guilherme Derrite retirou do texto trechos que reduziam autonomia da PF
Lindbergh Farias apresentou a STF pedido de investigação sobre postagem de Flávio Bolsonaro em outubro de 2025
PT questiona três pontos do Projeto de Lei Antifacção relatado por Guilherme Derrite
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PT questiona três pontos do Projeto de Lei Antifacção relatado por Guilherme Derrite

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Guilherme Derrite retirou do texto trechos que reduziam autonomia da PF
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Guilherme Derrite retirou do texto trechos que reduziam autonomia da PF

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Lindbergh Farias apresentou a STF pedido de investigação sobre postagem de Flávio Bolsonaro em outubro de 2025
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Lindbergh Farias apresentou a STF pedido de investigação sobre postagem de Flávio Bolsonaro em outubro de 2025

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O segundo ponto questionado pelo PT retira do governo federal a responsabilidade sobre bens apreendidos das organizações criminosas. Farias argumenta que a medida enfraquece ações de enfrentamento ao poder econômico das facções.

“O artigo 7º, §2°, retira da União o poder sobre a alienação, doação, destruição ou inutilização de bens apreendidos, o que fragiliza a política de descapitalização das organizações criminosas”, disse o líder do PT.

Ação civil

Farias critica ainda a criação de uma ação civil autônoma para declaração de perdimento dos bens das facções. Para o líder do PT, o processo tornará mais demorado o decreto de bloqueio e perdimento desses bens ilícitos, dificultando o combate às organizações criminosas.

“Esses pontos precisam ser negociados e corrigidos antes da aprovação final. É hora de consolidar a proposta do governo Lula de uma política pública séria, moderna e constitucional de combate às facções criminosas, baseada em inteligência, integração e soberania nacional”, disse Farias, em suas redes sociais.

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