Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Paulo Cappelli

Os três pontos contestados pelo PT no projeto Antifacção

Líder do PT na Câmara relaciona três pontos do Projeto de Lei Antifacção relatado por Derrite que ainda serão questionados pelo partido

12/11/2025 14:42, atualizado 12/11/2025 20:16
Compartilhar notícia
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES
Lindbergh aciona STF após ser acusado de cheirar cocaína no Congresso

Após a desistência de Guilherme Derrite (PP-SP) em incluir trechos no Projeto de Lei Antifacção que reduziam a autonomia da Polícia Federal (PF) nos estados, três pontos do texto alterado pelo relator ainda incomodam o PT. Segundo o líder do partido na Câmara, Lindbergh Farias, esses trechos ainda serão alvos de debate antes da votação do projeto.

O primeiro ponto citado por Farias se refere à instituição do crime de “domínio social estruturado”, que, de acordo com o líder do PT, “é uma construção artificial para evitar o uso do termo correto e consagrado ‘facção criminosa’, já previsto no PL Antifacção do governo Lula”.

Os três pontos contestados pelo PT no projeto Antifacção - destaque galeria
3 imagens
Guilherme Derrite retirou do texto trechos que reduziam autonomia da PF
O deputado partilhou do mesmo entendimento do presidente nacional da legenda
PT questiona três pontos do Projeto de Lei Antifacção relatado por Guilherme Derrite
1 de 3

PT questiona três pontos do Projeto de Lei Antifacção relatado por Guilherme Derrite

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Guilherme Derrite retirou do texto trechos que reduziam autonomia da PF
2 de 3

Guilherme Derrite retirou do texto trechos que reduziam autonomia da PF

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
O deputado partilhou do mesmo entendimento do presidente nacional da legenda
3 de 3

O deputado partilhou do mesmo entendimento do presidente nacional da legenda

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES

O segundo ponto questionado pelo PT retira do governo federal a responsabilidade sobre bens apreendidos das organizações criminosas. Farias argumenta que a medida enfraquece ações de enfrentamento ao poder econômico das facções.

“O artigo 7º, §2°, retira da União o poder sobre a alienação, doação, destruição ou inutilização de bens apreendidos, o que fragiliza a política de descapitalização das organizações criminosas”, disse o líder do PT.

Receba no seu email as notícias da coluna Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Ação civil

Farias critica ainda a criação de uma ação civil autônoma para declaração de perdimento dos bens das facções. Para o líder do PT, o processo tornará mais demorado o decreto de bloqueio e perdimento desses bens ilícitos, dificultando o combate às organizações criminosas.

“Esses pontos precisam ser negociados e corrigidos antes da aprovação final. É hora de consolidar a proposta do governo Lula de uma política pública séria, moderna e constitucional de combate às facções criminosas, baseada em inteligência, integração e soberania nacional”, disse Farias, em suas redes sociais.