Paulo Cappelli

Zema apoia cooperação com EUA no combate às facções no Brasil

Governador mineiro diz que ajuda de países como EUA e Alemanha seria bem-vinda, desde que respeitada a soberania nacional

atualizado

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, participou de entrevista no Contexto Metrópoles, nesta quarta-feira
1 de 1 O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, participou de entrevista no Contexto Metrópoles, nesta quarta-feira - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou em entrevista à coluna nesta quarta-feira (12/11) que considera legítima a cooperação internacional no combate ao crime organizado. Ao comentar o temor do governo federal sobre uma eventual intervenção estrangeira, Zema disse que a soberania brasileira deve ser preservada, mas avaliou que a ajuda externa pode ser positiva.

“Primeiro, soberania nacional. Tudo muito claro e acordado. Agora, se muitas vezes existe uma tragédia humanitária e há ajuda internacional — o próprio Brasil já foi ajudar, eu já enviei bombeiros para a América Central e África em diversos desastres naturais — por que não ter essa ajuda internacional e americana também para combater algo que, na minha opinião, é pior do que qualquer desastre natural?”, declarou.

O governador comparou o impacto da criminalidade no país a tragédias de grande proporção.

“Qual desastre natural mata 40 mil pessoas por ano? O último tsunami que teve alguma coisa assim foi lá em 2004, aquele tsunami na Ásia, que matou milhares de pessoas. Agora, aqui no Brasil, nós estamos tendo uma tragédia natural todos os dias. São 100, 120 brasileiros que perdem a vida diariamente por causa do crime organizado, uma tragédia por dia. E não vamos aceitar essa ajuda? Que seja da Alemanha, dos EUA, do México, de quem quer que for… se for para somar no combate ao crime organizado, será bem-vinda, respeitando a soberania.”

Zema também afirmou que a cooperação poderia ocorrer em áreas estratégicas, como inteligência e tecnologia. “Na questão de inteligência, de equipamentos, até porque as nossas polícias militares conhecem muito mais os seus territórios, sabem muito mais como as coisas funcionam aqui.”

O governador citou ainda a possibilidade de compartilhamento de recursos e tecnologias. “Blindados, equipamentos de escuta, drones etc. Muita coisa poderia ter essa cooperação para contribuir no combate ao crime organizado. Na minha opinião, até, nem crime — terroristas. Quem hoje está matando 40 mil pessoas por ano não é um criminoso comum, não, é uma matança em massa no Brasil”, disse.

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