Paulo Cappelli

Os 12 livros que Daniel Silveira diz ter lido na prisão

Moraes pediu revisão de relatórios de leitura apresentados pela defesa do ex-deputado, que inclui obras como 1984 e O Príncipe

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Igo Estrela/Metrópoles
Daniel Silveira
1 de 1 Daniel Silveira - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

A defesa do ex-deputado federal Daniel Silveira apresentou ao STF uma lista de 12 livros que ele afirma ter lido no cárcere para reduzir parte da pena com atividades educacionais.

O ministro Alexandre de Moraes (STF), contudo, determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro refaça os relatórios de leitura, para que sigam as regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O despacho foi dado após a Corte identificar divergências entre os títulos informados com os relatórios de leitura apresentados pela defesa.

Na relação de Silveira constam 12 obras literárias:

  1. Crime e Castigo — Fiódor Dostoiévski
  2. O Príncipe — Nicolau Maquiavel
  3. O Código Da Vinci — Dan Brown
  4. 1984 — George Orwell
  5. Memórias Póstumas de Brás Cubas — Machado de Assis
  6. A Arte da Guerra — Sun Tzu
  7. O Processo — Franz Kafka
  8. O Homem que Calculava — Malba Tahan
  9. A Volta ao Mundo em 80 Dias — Júlio Verne
  10. O Menino do Pijama Listrado — John Boyne
  11. Capitães da Areia — Jorge Amado
  12. A Revolução dos Bichos — George Orwel

No despacho, Moraes escreveu que “não se observa cumprida a determinação” anterior, e ordenou que os atestados de leitura sejam avaliados por uma comissão, como prevê a resolução do CNJ.

O caso segue em análise no STF.

Livros sobre comunismo

A defesa de Silveira já havia pedido a  redução de 38 dias da pena, com base em atividades realizadas durante o cumprimento da sentença.

Silveira trabalhou na faxina da unidade prisional, concluiu um curso de auxiliar administrativo e entregou relatórios de leitura sobre as obras “Agonia da noite” e “A luz do túnel”, do escritor Jorge Amado, que foi deputado federal pelo Partido Comunista entre 1946 e 1948.

Os dois livros fazem parte de uma trilogia de Jorge Amado que retrata a resistência comunista à ditadura do Estado Novo, instalada por Getúlio Vargas no Brasil. Em entrevista ao jornalista Geneton Moraes Neto, em 1990, o autor revelou que Josef Stalin, o autocrata russo que governou a União Soviética de 1924 a 1953, foi seu “último ídolo”.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comPaulo Cappelli

Você quer ficar por dentro da coluna Paulo Cappelli e receber notificações em tempo real?