Paulo Cappelli

O pedido de Lula a Celso Amorim em meio à tensão na Venezuela

Planalto mantém equipes de prontidão e avalia risco de escalada militar entre EUA e Venezuela

atualizado

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O presidente Lula pediu ao assessor especial Celso Amorim que evitasse deslocamentos longos neste período de fim de ano. A orientação, segundo relatos de auxiliares, decorre da avaliação de que a escalada de tensão entre Venezuela e Estados Unidos pode, em um cenário extremo, evoluir para uma ação militar em terra.

“Precisamos estar preparados para caso o pior aconteça”, disse o presidente, de acordo com relatos. No Itamaraty e no Palácio do Planalto, equipes do alto escalão atuarão em regime de revezamento durante o período festivo, enquanto assessores diretos do presidente permanecerão de prontidão.

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Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
EUA defende que novo acordo nuclear com a Rússia deve incluir a China
Marco Rubio e Mauro Vieira em Washington
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Marco Rubio e Mauro Vieira em Washington

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Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
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Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores

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EUA defende que novo acordo nuclear com a Rússia deve incluir a China
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EUA defende que novo acordo nuclear com a Rússia deve incluir a China

Kevin Dietsch/Getty Images

Em tratativas com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na última semana, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, tentou recolocar a Venezuela no centro das conversas e reforçou o pleito para que o Brasil atue como intermediador. A administração Trump, no entanto, mostrou-se reticente.

A preocupação do Planalto se intensificou após o aumento de exercícios militares na região e de declarações públicas mais duras por parte de autoridades norte-americanas em relação ao regime de Nicolás Maduro. No diagnóstico do governo brasileiro, qualquer movimento mais agressivo teria impacto direto sobre a estabilidade regional e poderia gerar efeitos colaterais imediatos na fronteira norte do Brasil.

Historicamente, o governo brasileiro tem buscado se posicionar como ator moderador em crises sul-americanas, apostando no diálogo diplomático e na preservação de canais institucionais.

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