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Paulo Cappelli

“O fuzil é o grande transtorno do Rio de Janeiro”, diz chefe da PM

Comandante da PM afirma que o fuzil é “o grande transtorno do Rio” e cita recorde de 700 armas apreendidas até outubro

atualizado

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Comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Coronel Marcelo de Menezes
1 de 1 Comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Coronel Marcelo de Menezes - Foto: Instagram

O comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Marcelo de Menezes, afirmou em entrevista ao Metrópoles nesta quinta-feira (30/10) que o fuzil é o principal fator de desequilíbrio da segurança pública no estado. A declaração foi dada após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais.

“O fuzil é o que causa o grande transtorno no Rio de Janeiro. Sem o fuzil, eles não podem dominar, não podem agir. Isso iria enfraquecer essas instituições”, disse o comandante.

Ele destacou que, em apenas um dia de operação, a PM apreendeu 91 fuzis — número superior ao total registrado durante todo o ano de 2024 no estado da Bahia.

“Basta ver que, num único dia de operação, apreendemos 91 fuzis, mais do que todo o ano de 2024 no Estado da Bahia, que apreendeu 89”, afirmou Menezes.

Segundo o comandante, o Estado do RJ já ultrapassou o recorde histórico de apreensões. “Já ultrapassamos o número de 700 fuzis apreendidos num ano, lembrando que o ano passado é o recorde da série histórica, com 632 fuzis. Estamos no final do mês de outubro e atingimos a marca de 700 fuzis.”

Menezes avaliou que os resultados da operação são motivo de reflexão sobre a entrada e circulação de armas de alto calibre no estado. “É um número para comemorar, mas também gera uma constatação e uma reflexão de que há uma facilidade de acesso desse tipo de equipamento que gera um poder muito lesivo.”

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