Bope após megaoperação no Rio: “Ninguém vai parar a gente”
Em vídeo, porta-voz do Bope explica o desenrolar da megaoperação e descreve que Complexos se tornaram refúgio de líderes do CV
atualizado
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O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da PM do Rio de Janeiro publicou um vídeo nesta quinta-feira (30/10) exaltando e explicando a megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão. A operação, realizada nessa terça-feira (28/10), foi a mais letal da história da capital fluminense, com 121 mortos (quatro deles são policiais), 113 presos e 118 armas apreendidas. O Bope ainda homenageia os colegas de farda que faleceram e manda um recado aos criminosos: “Ninguém vai parar a gente”.
Veja:
O BOPE vive um momento de profunda dor.
Em sua missão precípua de servir e proteger, fomos atingidos por uma perda irreparável: a de dois heróis que honraram, até o último instante, o compromisso com a sociedade e com a farda que vestiam.
Homens que lutaram por um ideal que… pic.twitter.com/nivDT9Xbsx— Batalhão de Operações Policiais Especiais – BOPE (@BOPE_PMERJ) October 30, 2025
“O trabalho foi feito com uma base robusta de inteligência e esse é o resultado, mais de 90 fuzis apreendidos, mais de 80 narcoterroristas presos, o resultado de um trabalho grande de preparação, levantamento de dados e investigação, em nome do Batalha de Operações Policiais Especiais, em nome dos policiais tombados, em especial dos nossos policiais, eu posso garantir que ninguém vai parar a gente”, diz um agente do Bope no vídeo.
No decorrer do clipe, um agente do Bope explica o desenrolar da megaoperação e descreve que, no decorrer dos anos, os Complexos do Rio viraram um refúgio para grande liderança do Comando Vermelho: o Doca. O chefe da facção é investigado por mais de 100 assassinatos, incluindo execuções de crianças.
O Bope descreveu como “perda irreparável” as mortes dos policiais Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho da 53ª DP, Rodrigo Velloso Cabral da 39ªDP, Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, agentes que integravam o Batalhão. Os agentes serão promovidos de forma póstuma por “cumprir o dever de proteger a população fluminense”, segundo o governador do Rio, Cláudio Castro.
“Choramos nossos irmãos com o coração dilacerado, mas com a consciência serena de que lutamos por um propósito maior. Somos a última barreira entre o bem e o mal. E mesmo feridos, permanecemos resilientes, firmes e unidos. O Bope seguirá mais forte do que nunca. Pela memória dos que tombaram, pela honra dos que permaneceram e pela paz dos que protegemos. Ninguém vai parar a gente”, diz o agente.
Identificação dos corpos
Os corpos encontrados na área de mata dos Complexos da Penha e do Alemão foram encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML) para passar por perícia. Será realizado um esquema especial para acelerar a identificação das 121 pessoas mortas.
A megaoperação que resultou em 121 mortes mobilizou 2,5 mil agentes e tinha o objetivo de desarticular a estrutura do Comando Vermelho (CV), principal facção do tráfico no estado. A operação policial teve apoio de helicópteros, blindados e drones.
Balanço atualizado da megaoperação:
- 113 presos (33 de outros estados)
- 10 menores apreendidos
- 118 armas (incluindo 91 fuzis) apreendidas
- Mais de uma tonelada de drogas apreendida
- 121 mortos (4 deles policiais)
