
Paulo CappelliColunas

Moro compara prisão de Lula a restrições impostas a Bolsonaro
Senador Sergio Moro, ex-juiz da Lava Jato, aponta que restrições determinadas por Moraes contra Bolsonaro abrem “precedente perigoso”
atualizado
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Ex-juiz da Lava Jato, o senador Sergio Moro comparou a prisão de Lula, em 2018, às restrições impostas por Alexandre de Moraes a Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (18/7). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu o ex-presidente de acessar redes sociais, falar com os filhos Eduardo e Carlos Bolsonaro e determinou o uso de tornozeleira eletrônica, alegando risco de fuga.
“Lula nunca sofreu restrições em sua liberdade de se comunicar ou de se manifestar publicamente antes do seu julgamento. É um precedente perigoso fazer isso com o ex-presidente Bolsonaro ou contra qualquer acusado”, escreveu Moro em suas redes sociais. Então juiz da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, Moro foi quem determinou a prisão de Lula no âmbito da Lava Jato.
As medidas cautelares contra Bolsonaro foram anunciadas no âmbito da operação da Polícia Federal (PF) que cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e no escritório do ex-presidente no PL nesta sexta-feira. Pela manhã, ele compareceu à sede da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape), em Brasília, para colocar a tornozeleira eletrônica.
Moraes ordenou ainda que Bolsonaro cumpra recolhimento domiciliar das 19h às 7h e nos fins de semana. Ele também está restrito de comunicar-se com embaixadores e diplomatas estrangeiros e não pode se aproximar de embaixadas.
Tarifa
Em sua publicação após a operação da PF, o senador Sergio Moro disse ainda ser contrário à tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros exportados para os EUA, apontada como retaliação às acusações feitas a Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado em 2022.
“Ressalvo que sou absolutamente contrário às tarifas impostas ao Brasil, por serem injustas e arbitrárias”, disse Moro.







