
Paulo CappelliColunas

Moraes também relata ação contra mulher que hostilizou Dino em avião
Investigação contra servidora pública que hostilizou Flávio Dino em avião está no gabinete do ministro Alexandre de Moraes
atualizado
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Além do inquérito contra o jornalista suspeito de perseguir o ministro Flávio Dino, Alexandre de Moraes também relata uma ação no STF que tem como alvo a servidora pública Maria Shirlei Piontkievicz, de 57 anos. Ela chegou a ser detida após hostilizar Dino dentro de um avião em setembro de 2025.
O episódio ocorreu no Aeroporto de São Luís (MA), em um voo para Brasília. Ao perceber a presença de Dino na aeronave, Maria Shirlei teria dito não respeitar “essa espécie de gente” e que a aeronave estava “contaminada”. Em seguida, a servidora teria chamado a atenção de outros passageiros gritando “Dino está aqui”.
Ao chegar ao Distrito Federal, ela foi detida e indiciada pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de injúria qualificada e incitação ao crime. O processo corre em sigilo. Segundo fontes do STF, o caso foi distribuído para o gabinete de Moraes pelo fato de ele relatar o inquérito das Fake News, que apura ataques a ministros da Corte.
Maria Shirlei Piontkievicz é servidora do Estado do Paraná desde 2008 e atua no Hospital do Trabalhador, em Curitiba (PR). Em janeiro deste ano, o plenário do STF a tornou ré sob acusação de injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança de Dino. A servidora aguarda em liberdade a definição de uma data para prestar depoimento à PF.
Gabinete de Dino se manifestou
Em nota enviada à coluna após o incidente, a assessoria de Flávio Dino afirmou que os ataques ao ministro cessaram apenas com as advertências de uma comissária de bordo e a presença de um agente da Polícia Federal, que entrou no avião para conter o tumulto.
“A assessoria informa que o ministro Flávio Dino estava sentado e trabalhando, de cabeça baixa, aguardando a decolagem do voo São Luís — Brasília na tarde desta segunda-feira (1), quando uma mulher, aos gritos, embarcou e iniciou uma série de agressões contra o Ministro. A passageira em questão gritava que ‘não respeita essa espécie de gente’ e que o ‘avião estava contaminado’”, dizia a nota.
“A mulher tentou avançar em direção ao local de assento do ministro, sendo contida pela intervenção de um segurança, que se colocou entre ambos. Ressalte-se que a passageira também gritava frases como ‘o Dino está aqui’, apontando para o ministro, em clara tentativa de incitar uma espécie de rebelião a bordo. A mulher somente cessou sua conduta após ser advertida pela aeromoça-chefe de cabine. Um agente da Polícia Federal lotado no aeroporto de São Luís foi acionado, adentrou o avião e informou à segurança do ministro que iria comunicar à Superintendência de Brasília”, informou a assessoria de Dino.



