Paulo Cappelli

Moraes cita Flávio e Eduardo ao condenar “patriota” a 14 anos de cadeia

Decisão de Moraes detalha conexões probatórias entre os atos de 8 de Janeiro e investigações que envolvem autoridades com foro no STF

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Alexandre de Moraes, ministro do STF -- Metrópoles
1 de 1 Alexandre de Moraes, ministro do STF -- Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O ministro Alexandre de Moraes (STF) citou, na decisão que condena o “patriota” Lukas Matheus de Souza Felipe a 14 anos de prisão, uma série de políticos que são investigados em inquéritos relacionados aos atos do 8 de Janeiro e às chamadas milícias digitais.

O magistrado relaciona a condenação do manifestante, que usou um extintor de incêndio para depredar o Congresso Nacional, às apurações sobre redes de desinformação. Nesse trecho, sustenta que há “conexão probatória” entre os executores do 8 de Janeiro e os procedimentos que investigam crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Moraes cita Flávio e Eduardo ao condenar “patriota” a 14 anos de cadeia - destaque galeria
10 imagens
Deputado Eduardo Bolsonaro
Deputada federal Silvia Waiãpi
Deputada Coronel Fernanda
Deputado federal André Fernandes
Deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), indiciado pela PF por discurso na Câmara
Senador Flávio Bolsonaro após visitar o pai na Polícia Federal
1 de 10

Senador Flávio Bolsonaro após visitar o pai na Polícia Federal

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsaki
Deputado Eduardo Bolsonaro
2 de 10

Deputado Eduardo Bolsonaro

Vinicius Schmidt/Metropoles
Deputada federal Silvia Waiãpi
3 de 10

Deputada federal Silvia Waiãpi

Deputada Coronel Fernanda
4 de 10

Deputada Coronel Fernanda

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Deputado federal André Fernandes
5 de 10

Deputado federal André Fernandes

Agência Câmara
Deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), indiciado pela PF por discurso na Câmara
6 de 10

Deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), indiciado pela PF por discurso na Câmara

Reprodução
Deputado Otoni de Paula
7 de 10

Deputado Otoni de Paula

Reprodução / Metrópoles YouTube
Deputada federal Carla Zambelli
8 de 10

Deputada federal Carla Zambelli

Reprodução/Youtube Câmara dos Deputados
Deputada Bia Kicis
9 de 10

Deputada Bia Kicis

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Deputado Filipe Barros cobrou respaldo da ONU e da OEA à prisão de Maduro
10 de 10

Deputado Filipe Barros cobrou respaldo da ONU e da OEA à prisão de Maduro

Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Moraes menciona como investigados o senador Flávio Bolsonaro e os deputados federais Eduardo Bolsonaro, Otoni de Paula, Cabo Júnior do Amaral, Carla Zambelli, Bia Kicis, Filipe Barros, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Guiga Peixoto e Eliéser Girão, todos com prerrogativa de foro no STF e vinculados aos inquéritos das fake news e das milícias digitais.

“Não bastasse a existência de coautoria em delitos multitudinários, há, ainda, conexão probatória com outros dois inquéritos que tramitam no âmbito do Supremo Tribunal Tribunal, que investigam condutas atentatórias à própria Corte, o Inq 4.781, das “Fake News” e a prática de diversas infrações criminais por milícias digitais atentatórias ao Estado Democrático de Direito, investigada no Inq 4.874, cujos diversos investigados possuem prerrogativa de foro”, escreveu o magistrado.

Moraes também cita diretamente os deputados federais Clarissa Tércio, André Fernandes, Sílvia Waiãpi e Coronel Fernanda, além do deputado Cabo Gilberto Silva, todos vinculados a inquéritos instaurados a pedido da Procuradoria-Geral da República.

Segundo o ministro, a responsabilização dos envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro integra um quadro mais amplo de investigações sobre possíveis instigadores, financiadores e articuladores. Para Moraes, a presença de autoridades com mandato parlamentar entre os investigados reforça a competência do STF para conduzir os processos.

Ao contextualizar as motivações dos atos, o magistrado afirma que o plano dos manifestantes era “pleitear um golpe militar e o retorno da ditadura”.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comPaulo Cappelli

Você quer ficar por dentro da coluna Paulo Cappelli e receber notificações em tempo real?