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Paulo Cappelli

Por que Moraes quer Bolsonaro julgado pela 1ª Turma do STF

O ministro Alexandre de Moraes apontou o motivo para concentrar os processos de Bolsonaro na 1ª Turma do STF, longe do plenário da Corte

atualizado

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Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes se ficam frente a frente no STF - Metrópoles
1 de 1 Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes se ficam frente a frente no STF - Metrópoles - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes submeterá os processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro à 1ª Turma do STF, sem que o plenário da Corte seja acionado. Até mesmo as decisões mais delicadas ficarão a cargo do colegiado composto por 5 magistrados.

O grupo é formado por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino, além do próprio Alexandre. Ou seja, dele não participam os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, indicados à Corte por Bolsonaro.

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Antes de divulgar carta à nação, em tom de pacificação entre os Poderes, em setembro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro conversou por telefone com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
Ministro Alexandre de Moraes é relator do inquérito sobre o 8/1
Alexandre de Moraes é o relator do inquérito do golpe no STF
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou à coluna que pretende participar dos atos pelo impeachment de Lula
Jair Bolsonaro  discursou durante reunião da bancada do PL
Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes ficaram frente a frente
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Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes ficaram frente a frente

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Antes de divulgar carta à nação, em tom de pacificação entre os Poderes, em setembro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro conversou por telefone com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
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Antes de divulgar carta à nação, em tom de pacificação entre os Poderes, em setembro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro conversou por telefone com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

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Ministro Alexandre de Moraes é relator do inquérito sobre o 8/1
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Ministro Alexandre de Moraes é relator do inquérito sobre o 8/1

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Alexandre de Moraes é o relator do inquérito do golpe no STF
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Alexandre de Moraes é o relator do inquérito do golpe no STF

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Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou à coluna que pretende participar dos atos pelo impeachment de Lula
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Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou à coluna que pretende participar dos atos pelo impeachment de Lula

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Jair Bolsonaro  discursou durante reunião da bancada do PL
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Jair Bolsonaro  discursou durante reunião da bancada do PL

Breno Esaki/Metrópoles

Alexandre de Moraes tem dito que o objetivo de concentrar os processos na 1ª Turma é fazer com que Bolsonaro seja tratado da mesma forma que outros investigados no âmbito das ações penais relatadas pelo magistrado. Os inquéritos das Fake News e Milícias Digitais também estão na mesa do ministro e possuem ligação com a suposta tentativa de golpe.

Na avaliação de Moraes, submeter ao plenário decisões envolvendo Bolsonaro seria uma maneira de diferenciá-lo do restante. E esse “privilégio” poderia levar a questionamentos dos demais indiciados. A decisão de manter os processos na 1ª Turma ocorre em meio à tentativa do ex-presidente de retirar Alexandre dos processos que o miram.

A Corte analisará nos próximos dias um pedido de suspeição protocolado pela defesa de Bolsonaro. Seus advogados afirmam que o magistrado é responsável por julgar um suposto plano golpista do qual ele mesmo figura como vítima. Como mostrou a coluna, militares foram até a casa do ministro para sequestrá-lo e desistiram da ação por causa de um imprevisto.

Regimento do STF

De acordo com o regimento interno do Supremo Tribunal Federal, o plenário da corte tem a competência de julgar os chefes de Poderes, além de deputados, senadores e algumas outras figuras com cargos-chave na República. No caso de um ex-presidente, como Bolsonaro, caberia a Moraes decidir se envia o processo para a análise do pleno.

O primeiro parágrafo do Art. 5º do regimento diz que compete ao Plenário processar e julgar originariamente nos crimes comuns “o presidente da República, o vice-presidente da República, os deputados e senadores, os ministros do STF e o procurador-geral da República”.

Já sobre crimes comuns e de responsabilidade, entram “ministros de Estado e os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente, bem como apreciar pedidos de arquivamento por atipicidade da conduta”.

O Art. 343 do documento afirma que, se necessário, “os incidentes de execução poderão ser levados à apreciação: 01) do presidente [do STF], por qualquer dos ministros; 02) do plenário, pelo presidente, pelo relator ou pelas turmas ou seus presidentes; 3) da turma, por seu presidente ou pelo relator”.

Indiciamento de Bolsonaro na mesa de Moraes

A Polícia Federal (PF) indiciou em 21/11 o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 36 pessoas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. O fato ocorreu no âmbito do inquérito que investiga uma tentativa de golpe de Estado em 2022, sob relatoria de Moraes.

Integrantes da Corte têm dito que uma eventual ordem de prisão preventiva de Bolsonaro não está, por ora, no radar do STF. A expectativa é que qualquer determinação mais aguda, caso venha a acontecer, só ocorra após a conclusão do julgamento.

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