Paulo Cappelli

Ministério da Saúde cassa médico por ameaçar concorrente do filho em concurso

Médico Domingos Quintella de Paola teve aposentadoria cassada após tentar beneficiar o filho em programa de residência do governo federal

atualizado

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Domingos Quintella de Paola
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O Ministério da Saúde cassou a aposentadoria do médico Domingos Quintella de Paola, de 71 anos, por improbidade administrativa. O cirurgião plástico enviou mensagem de WhatsApp para um jovem que participava de um programa de residência coordenado pelo governo federal, para tentar fazê-lo desistir da vaga. Domingos queria que a vaga acabasse preenchida pelo próprio filho, que também concorreu no curso.

Escreveu o médico: “Esta é a semana da reclassificação, em três dias, e espero que você esteja bem na Uerj [Universidade Estadual do Rio de Janeiro] pois, sinceramente, sua vinda para cá significaria o lugar do meu filho e o ambiente não seria bom para você e muito menos para a sua formação”.

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Ministério da Saúde tem 30 dias úteis para apresentar um plano emergencial “de recomposição da capacidade de trabalho” para auditar emendas
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Reprodução/ Valter Campanato/Agência Brasil

O cirurgião também teve a aposentadoria cassada, em um segundo processo, por burlar a fila do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HSFE), no Rio de Janeiro, privilegiando determinados pacientes em prejuízo de outros. Essa cassação foi oficializada nesta sexta-feira (13/2) pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda.

Denúncia de racismo e homofobia

Além dos processos administrativos, Domingos Quintella de Paola já foi alvo de denúncia por injúria racial e homofobia contra uma jogadora de vôlei de 19 anos. A jovem disse ter sofrido uma série de ataques após começar um relacionamento com Jéssica Andrade, ex-esposa do médico, sendo chamada de termos como “macaca”, “empregadinha” e “sapatão”.

O caso foi registrado em junho de 2022, quando a atleta, identificada como Dara Augusta, formalizou queixa na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância no Rio de Janeiro. Ela apresentou relatos e mensagens em que Domingos teria dirigido ofensas racistas e homofóbicas à atleta.

De acordo com a denúncia, o cirurgião teria utilizado o WhatsApp da ex-esposa para enviar mensagens nas quais se referia à Dara como “macaca”, “preta”, dizia que sua cor “dava nojo” e fazia ameaças de agressão física. Em áudios gravados por Jéssica, ele ainda teria sugerido a possibilidade de mandar a jovem “para a delegacia, encher de porrada, de borracha”.

Na época, Domingos negou as acusações nas redes sociais, afirmando que as mensagens e o episódio eram parte de um “golpe” e que sua intenção seria apenas retomar o contato com a família de Jéssica e tratar questões relacionadas ao divórcio, que estaria em andamento.

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