Paulo Cappelli

Marielle: frase dita por suspeito de planejar morte choca vereadores

Em reunião com vereadores, em 2018, o então chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, fez relato que, agora, choca colegas de Marielle

atualizado

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Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rivaldo Barbosa e familiares de Marielle em reunião
1 de 1 Rivaldo Barbosa e familiares de Marielle em reunião - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Vereadores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro estão em choque com um relato feito, em 2018, pelo então chefe da Polícia Civil do estado, Rivaldo Barbosa, em uma reunião ocorrida menos de um mês após a execução de Marielle Franco.

Às 11 horas de 4 de abril de 2018, Rivaldo Barbosa recebeu em seu gabinete seis vereadores que integravam uma comissão temporária para acompanhar a intervenção na segurança pública do estado, comandada pelo general Braga Netto.

Antes mesmo que algum dos parlamentares lhe fizesse perguntas, o então chefe da Polícia Civil se antecipou:

“Meu objetivo principal é solucionar o assassinato da Marielle. Nós éramos amigos de longa data, desde antes de ela ser vereadora”. Preso neste domingo (24/3) por suspeita de arquitetar a execução, o delegado Rivaldo Barbosa continuou:

“Marielle fazia parte da Comissão de Direitos Humanos da Alerj [na equipe do deputado Marcelo Freixo]. E por isso me trazia muitos casos de denúncias que recebia, já naquela época. Sou amigo, inclusive, da família dela. Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance”. A lembrança do relato, seis anos após a execução, embrulha o estômago dos vereadores presentes.

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Ex-chefe da PCRJ, Rivaldo Barbosa se dizia "amigo" de Marielle
Delegado se reuniu com a família de Marielle um mês após o crime, em 2018
PF aponta que delegado arquitetou assassinato de Marielle
Delegado prometia solucionar o assassinato de Marielle e de Anderson Gomes
O ex-PM Ronnie Lessa e o delegado Rivaldo Barbosa
Ao saber do assassinato de Marielle, Freixo acionou o então chefe de polícia, Rivaldo Barbosa
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Ao saber do assassinato de Marielle, Freixo acionou o então chefe de polícia, Rivaldo Barbosa

Tomaz Silva/Agência Brasil
Ex-chefe da PCRJ, Rivaldo Barbosa se dizia "amigo" de Marielle
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Ex-chefe da PCRJ, Rivaldo Barbosa se dizia "amigo" de Marielle

Fernando Frazão/Agência Brasil
Delegado se reuniu com a família de Marielle um mês após o crime, em 2018
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Delegado se reuniu com a família de Marielle um mês após o crime, em 2018

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PF aponta que delegado arquitetou assassinato de Marielle
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PF aponta que delegado arquitetou assassinato de Marielle

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Delegado prometia solucionar o assassinato de Marielle e de Anderson Gomes
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Delegado prometia solucionar o assassinato de Marielle e de Anderson Gomes

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O ex-PM Ronnie Lessa e o delegado Rivaldo Barbosa
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O ex-PM Ronnie Lessa e o delegado Rivaldo Barbosa

Divulgação; Fernando Frazão/Agência Brasil
Delegado Rivaldo Barbosa, preso no caso Marielle, chegando à sede da PCDF para exames no IML
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Delegado Rivaldo Barbosa, preso no caso Marielle, chegando à sede da PCDF para exames no IML

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Chiquinho Brazão, Rivaldo Barbosa e Domingos Brazão – acusados de matar Marielle Franco
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Chiquinho Brazão, Rivaldo Barbosa e Domingos Brazão – acusados de matar Marielle Franco

Montagem sobre fotos da Camara dos Deputados, EBC, e Alerj
Rivaldo Barbosa com os pais de Marielle, e Freixo
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Rivaldo Barbosa com os pais de Marielle, e Freixo

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Rivaldo Barbosa é citado nas investigações como o mentor do assassinato de Marielle Franco.

A Polícia Federal aponta que ele teria instruído que a execução não ocorresse no trajeto que a vereadora fazia para a Câmara Municipal, de modo a evitar que a investigação caísse nas mãos da Polícia Federal, por ser crime político.

Governador presente

Entre os seis vereadores que participaram da reunião com Rivaldo Barbosa, estava o hoje governador do Rio, Cláudio Castro (PL). Na época, o então parlamentar integrava as fileiras do PSC.

O atual presidente da Câmara Municipal do Rio, Carlo Caiado (PSD), também foi ao encontro. Ele comandava a comissão criada para acompanhar a intervenção federal no estado.

Rivaldo Barbosa estava acompanhado de sua subchefe de gabinete, delegada Gisélia Miranda.

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