
Paulo CappelliColunas

Malafaia diz que Eduardo Paes está com “medo” de Douglas Ruas
Para o pastor Silas Malafaia, recurso do PSD para impedir eleição de Douglas Ruas na Alerj representa temor em relação ao pleito de outubro
atualizado
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O pastor Silas Malafaia classificou como uma demonstração de “medo” as recentes investidas judiciais do PSD, partido de Eduardo Paes, para barrar a eleição indireta para o Governo do Rio de Janeiro, após a renúncia de Cláudio Castro. Segundo o religioso, o prefeito da capital tenta impedir que o deputado Douglas Ruas (PL) assuma o Executivo fluminense antes do pleito de outubro, quando ocorrerão as eleições ao Palácio Guanabara. Paes e Ruas serão adversários na disputa.
Em declaração à coluna, Malafaia afirmou que as tentativas do partido de suspender a eleição para a presidência da Alerj, e consequentemente para o governo estadual, refletem uma preocupação com a potencial força eleitoral de Ruas.
“O desespero de Eduardo Paes de tentar melar de todo jeito a eleição pela Assembleia Legislativa é porque ele está com medo do Douglas Ruas. Está com medo de o cara assumir como governador, ter capilaridade e derrotá-lo nas eleições de outubro”, afirmou o pastor.
A legenda de Paes apresentou recursos ao TJRJ e ao STF. No Tribunal de Justiça do Rio, o PSD argumenta que a escolha do novo comando da Alerj só deve ocorrer após a retotalização de votos determinada pelo TSE, que resultou na cassação de Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente do Legislativo. Já na Suprema Corte, o partido defende a realização de eleições diretas para o governo do estado.
Para Malafaia, a estratégia do PSD de judicializar o processo visa evitar que Ruas utilize a máquina pública como vitrine para uma eventual candidatura à reeleição em outubro. O pastor destacou ainda o fato de a ação ser assinada diretamente pelo partido do prefeito:
“Ele [Paes] é tão burro que, ao invés de usar um terceiro partido, ainda usa o PSD. Desculpa, batom na cueca”, disse o religioso.
Com a renúncia de Cláudio Castro (PL) em 23 de março e a vacância nos cargos de vice-governador e presidente da Assembleia, a Constituição estadual prevê que o novo chefe do Legislativo assuma o governo até a realização de uma eleição indireta pelos deputados.
Atualmente, o governo do Rio é exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto. A eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj, ocorrida no último dia 26, foi anulada pelo TJRJ sob o argumento de que a votação feriu o rito de retotalização de votos estabelecido pela Justiça Eleitoral. Com isso, será preciso que um suplente ocupe a vaga de Bacellar e participe da votação que elegerá o novo presidente do Legislativo e, como consequência, o novo governador do Rio de Janeiro.







