
Paulo CappelliColunas

Lula exonera advogado que atuou em sua defesa na Lava Jato
Advogado atuou na defesa do presidente durante a Lava Jato e mantinha relação próxima desde o período em que Lula esteve preso
atualizado
Compartilhar notícia

O presidente Lula exonerou o advogado Luis Henrique Pichini Santos do cargo de assessor especial do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal da Presidência da República. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (4/2).
O agora ex-assessor ganhou projeção nacional por integrar a equipe de defesa de Lula nos processos da Operação Lava-Jato. Formado em direito pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) em 2017, o advogado atuou entre 2015 e 2019 no escritório Teixeira Martins & Advogados, comandado por Cristiano Zanin, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal indicado por Lula.
Especialista em direito penal e segurança pública, Pichini chegou a participar de audiências envolvendo o presidente na 13ª Vara Federal de Curitiba, quando Lula foi alvo das ações da Lava Jato.
Além da atuação jurídica, o ex-assessor também tinha um discurso político engajado. Nas redes sociais, mostrava a proximidade com Lula e relatava visitas ao petista durante o período em que esteve preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Em publicações, Pichini também fez críticas duras ao ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR), a quem chamou de “patético” e “incompetente”.
Procurado, Pichini afirmou que a exoneração do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal da Presidência da República, publicada nesta terça-feira, ocorreu em razão do aceite a um convite para assessorar o secretário nacional de Justiça, no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Segundo ele, com a nomeação para o cargo no MJSP, a exoneração na Presidência foi um “ato administrativo necessário e natural”.
Ação contra Moro
Pichini foi um dos advogados que assinaram a ação popular que tornou Moro réu na Justiça do Distrito Federal, em processo movido por deputados do PT que pede ressarcimento aos cofres públicos por supostos prejuízos causados pela Lava Jato à economia brasileira e à Petrobras.
Pichini, de 34 anos, recebia R$ 17,3 mil mensais pelo cargo que exercia no Palácio do Planalto.





