Paulo Cappelli

Investigadores apostam que Vorcaro delatará após nova decisão do STF

Após Segunda Turma do STF manter prisão preventiva de Vorcaro, expectativa é de eventual acordo de colaboração do banqueiro

atualizado

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Daniel Vorcaro sem barba, já preso -- Metrópoles
1 de 1 Daniel Vorcaro sem barba, já preso -- Metrópoles - Foto: Arte/Metrópoles

Após a Segunda Turma do STF formar maioria, nesta sexta-feira (13/3), para manter a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, investigadores que acompanham o caso avaliam que uma delação premiada do empresário está próxima. Segundo apuração da coluna, interlocutores do banqueiro já sinalizaram à Corte a disposição de Vorcaro em aderir a um acordo de colaboração.

Relator do processo, o ministro André Mendonça votou pela manutenção da prisão ao afirmar que os elementos reunidos nas fases da Operação Compliance Zero indicam “indícios consistentes da prática de diversos crimes”, incluindo delitos contra o sistema financeiro nacional, corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O voto foi acompanhado pelos ministros Kássio Nunes Marques e Luiz Fux.

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Ministro Luiz Fux
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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Ministro Kassio Nunes Marques

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No voto, Mendonça também apontou que provas documentais, registros de mensagens e fluxos financeiros analisados pela Polícia Federal indicam atuação estruturada entre os investigados, “com divisão de tarefas, característica típica de organizações criminosas”.

Segundo o ministro, as investigações indicam que Vorcaro atuava diretamente na condução das estratégias financeiras e institucionais do Banco Master, inclusive em decisões relacionadas à captação de recursos e à alocação desses valores em estruturas de investimento vinculadas ao próprio grupo econômico.

Mendonça também registrou que as apurações apontam interlocução frequente do empresário com servidores do Banco Central responsáveis pela supervisão bancária, com troca de mensagens e discussões sobre temas regulatórios envolvendo a instituição financeira.

Ao analisar o pedido de revogação da prisão, o relator afirmou ainda que o material obtido pela investigação revela riscos a diversos bens jurídicos e que a adoção de medidas cautelares não poderia aguardar o término de todas as diligências.

Segundo ele, diante da gravidade do conteúdo já identificado, seria necessário evitar a “concretização ou agravamento de lesões irreparáveis à integridade física de pessoas, à economia popular e ao sistema financeiro nacional”.

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