
Paulo CappelliColunas

Decisão do STF pavimentará delação — ou silêncio — de Vorcaro
Uma possível delação premiada de Daniel Vorcaro depende apenas do STF, garantem investigadores que acompanham o Caso Master
atualizado
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Uma possível delação premiada de Daniel Vorcaro depende apenas do STF, garantem investigadores que acompanham o Caso Master. Se a Segunda Turma da Corte mantiver a prisão do banqueiro, em votação nesta sexta-feira (13), ele firmará um acordo de colaboração.
Por outro lado, se Vorcaro receber o benefício da prisão domiciliar, a tensão sobre o banqueiro tende a arrefecer, e uma delação ficará distante.
A prisão domiciliar foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator do inquérito, após a polícia descobrir que o banqueiro planejou atacar, por meio de agressões físicas, pessoas que atuavam contra seus interesses.
Agora, caberá aos ministros Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux decidir se referendam a decisão de Mendonça. Fux tem sinalizado que votará pela manutenção da prisão. Se Gilmar ou Kassio seguirem a mesma posição, Vorcaro permanecerá preso.
Empate beneficia Vorcaro
Já se Gilmar e Kassio divergirem de Mendonça, haverá um empate e, com isso, Vorcaro será solto por conta do princípio jurídico in dubio pro reo.
O ministro Dias Toffoli, que integra a Segunda Turma do STF, não votará. Citado nas investigações do Caso Master, ele se declarou suspeito para atuar no julgamento envolvendo a prisão do banqueiro.









