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Paulo Cappelli

Furto: responsável por armas do Exército é "punido" com transferência

O tenente-coronel do Exército Rivelino Barata de Sousa Batista foi transferido involuntariamente de São Paulo para o Ceará

20/10/2023 14:50, atualizado 20/10/2023 22:12
Divulgação/Exército Brasileiro
foto colorida do militar Rivelino Barata de Sousa Batista, exonerado do cargo de diretor do Arsenal de Guerra de SP - Metrópoles

Responsável pelo Arsenal de Guerra de São Paulo, onde 21 armas do Exército foram furtadas, o tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista foi transferido de estado.

Ao menos por ora, uma das “punições” do militar, exonerado da função que exercia, será a transferência, involuntária, para Fortaleza [CE]. O ato administrativo já foi oficializado.

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O comandante do Exército, Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, exonerou Batista do cargo, nesta sexta-feira (20/10).

Como substituto, Paiva nomeou o coronel Mário Victor Vargas Junior. O furto do armamento de guerra foi revelado pelo Metrópoles.

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Antes de serem desviadas, as armas estavam em um local chamado de Reserva de Armamento, destinado a equipamentos que vão ser destruídos, segundo o Exército. Diariamente, militares responsáveis pela fiscalização do arsenal conferem o cadeado e o lacre do espaço – mas não fazem a contagem das armas.

Pelas regras do Exército, nenhuma arma pode ser retirada da Reserva de Armamento ou sair do quartel sem autorização. Segundo a instituição, a última movimentação no local foi registrada no início de setembro. No dia 5, militares retiraram algumas armas de lá para usá-las em exercícios de instrução de soldados. Elas foram devolvidas no dia seguinte.