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Paulo Cappelli

Em indireta a Boulos, ministro de Lula diz enfrentar “cerco político”

Em evento com Lula, o ministro Márcio Macêdo mandou recado para Boulos, apontado possível sucessor na Secretaria-Geral da Presidência

26/09/2025 13:46, atualizado 26/09/2025 14:42
Arte / Metrópoles
Macêdo Boulos

Em meio às especulações sobre uma mudança de comando na Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), o ministro Márcio Macêdo mandou uma indireta ao deputado Guilherme Boulos (PSol-SP) e afirmou enfrentar um “cerco político” na pasta.

Nesta sexta-feira (26/9), ao lado de Lula, durante a posse do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba, o ministro declarou que “momentos como este fazem valer a pena estar na gestão, enfrentando agruras e cercos políticos, para entregar o que o povo precisa e transformar em realidade os compromissos que o presidente assumiu com o Brasil nas urnas”.

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Deputado Guilherme Boulos é apontado como possível sucessor de Macêdo na SGPR
Macêdo mandou indireta a Boulos em evento com Lula
Presidente Lula e ministro Márcio Macêdo
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Presidente Lula e ministro Márcio Macêdo

Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Deputado Guilherme Boulos é apontado como possível sucessor de Macêdo na SGPR
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Deputado Guilherme Boulos é apontado como possível sucessor de Macêdo na SGPR

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Macêdo mandou indireta a Boulos em evento com Lula
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Macêdo mandou indireta a Boulos em evento com Lula

Arte / Metrópoles

Macêdo sofre pressões de uma ala da esquerda que defende sua saída do comando da SGPR para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, abrindo espaço para a nomeação de Boulos. Nos bastidores, o parlamentar do PSol já disse a interlocutores que aceitaria abrir mão da disputa pela reeleição para assumir a pasta.

Em entrevista à coluna, Macêdo negou que o tema tenha sido debatido com Lula. “O presidente nunca conversou comigo sobre sair do ministério, nem sobre uma candidatura minha a deputado federal. Isso nunca foi discutido. O presidente tira e bota nos ministérios quem ele quiser e a hora que ele quiser. Minha prioridade é a reeleição do presidente Lula. Não farei nada sem a orientação dele”, disse o ministro.

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Criado no contexto do Novo Acordo do Rio Doce, que destinou R$ 170 bilhões, ao longo de 20 anos, para regiões atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (2015), o conselho empossado por Lula e Macêdo será responsável por gerir um total de R$ 5 bilhões destinados a projetos sociais na região.