Paulo Cappelli

Eliziane tenta emplacar aliados em estatal com projeto da Petrobras

Senadora foi casada com ex-presidente da estatal, que caiu após denúncias de uso irregular de verba pública. Agora, busca manter influência

atualizado

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Instagram / Eliziane Gama
Senadora Eliziane e presidente Lula
1 de 1 Senadora Eliziane e presidente Lula - Foto: Instagram / Eliziane Gama

A senadora Eliziane Gama (PSD) tem atuado para emplacar aliados em postos-chave do Serviço Geológico do Brasil (SGB), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia responsável por um projeto de R$ 200 milhões financiado pela Petrobras.

A coluna apurou que a parlamentar articula a indicação de Vilmar Medeiros Simões e Gledson da Silva Brito para assumir, respectivamente, a presidência e a diretoria de Administração e Finanças do SGB. A movimentação ocorre após a demissão de Inácio Cavalcane Melo, que havia sido indicado por Eliziane para comandar a estatal quando era casado com a senadora.

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Gledson da Silva Brito
Ex-presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Inácio Cavalcante Melo pediu demissão após a coluna revelar irregularidades no uso de verbas públicas
Vilmar Medeiros Simões
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Ex-presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Inácio Cavalcante Melo pediu demissão após a coluna revelar irregularidades no uso de verbas públicas
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Ex-presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Inácio Cavalcante Melo pediu demissão após a coluna revelar irregularidades no uso de verbas públicas

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A articulação por cargos ocorre em meio a um cenário que empregados do SGB descrevem como “sucateamento”, e pelo qual pedem intervenção do governo. Hoje, a estatal funciona com apenas dois diretores — ambos servidores de carreira — e está impossibilitada de realizar reuniões colegiadas por falta de quórum, já que são necessárias ao menos três presenças para deliberações entre as cinco diretorias existentes.

Esse quadro de instabilidade se agravou após a saída de Inácio Cavalcante Melo, que deixou a presidência após revelações da coluna sobre o uso irregular de verbas públicas. A vacância no comando reacendeu a disputa interna e elevou a pressão sobre novas nomeações, especialmente diante da dimensão dos projetos financiados pela Petrobras.

Após a saída de Inácio, em outubro, sua sucessora, Sabrina Góis, foi demitida em novembro, um mês depois de assumir o cargo, após a divulgação de fotos ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e de publicações, em 2018, comemorando a prisão de Lula.

Atualmente, o SGB é comandado interinamente pelo geólogo Valdir Silveira, servidor de carreira que conta com apoio da senadora Zenaide Maia (PSD).

Procurada, Eliziane Gama não se manifestou sobre o assunto.

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