Paulo Cappelli

Servidores de estatal citam “sucateamento” e cobram ação do governo

Servidores do Serviço Geológico do Brasil citam “caos administrativo” e pedem intervenção do governo após denúncias na alta gestão

atualizado

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Ministro Alexandre Silveira, concede coletiva de imprensa no auditório do ministério para detalhar o plano nacional de política mineral Metropoles 3
1 de 1 Ministro Alexandre Silveira, concede coletiva de imprensa no auditório do ministério para detalhar o plano nacional de política mineral Metropoles 3 - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Em carta enviada aos ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Rui Costa (Casa Civil), sindicatos e associações de empregados do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia, relatam uma “gravíssima situação administrativa” e pedem “ação imediata” do governo para restaurar a governança da empresa após a saída de dois presidentes em menos de dois meses.

O documento cita que o SGB-CPRM, responsável por mapear riscos geológicos, monitorar bacias hidrográficas e identificar recursos minerais estratégicos como lítio e terras raras, vive “um estado crítico de desorganização e caos administrativo”. Os funcionários afirmam que a estatal está “esquecida e sucateada pelo poder público” e que “projetos essenciais estão estagnados” diante de “exonerações sumárias de gestores sem justificativa técnica”.

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Sabrina Góis foi exonerada do cargo de presidente interina do SGB após prints contra Lula e fotos com Michelle Bolsonaro
Ex-presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Inácio Cavalcante Melo pediu demissão após a coluna revelar irregularidades no uso de verbas públicas
Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
Ministro da Casa Civil, Rui Costa
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Ailton Fernandes | Casa Civil
Sabrina Góis foi exonerada do cargo de presidente interina do SGB após prints contra Lula e fotos com Michelle Bolsonaro
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Serviço Geológico Brasileiro
Ex-presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Inácio Cavalcante Melo pediu demissão após a coluna revelar irregularidades no uso de verbas públicas
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Ex-presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Inácio Cavalcante Melo pediu demissão após a coluna revelar irregularidades no uso de verbas públicas

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Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
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Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira

Igo Estrela/Metrópoles

A carta menciona denúncias de “má utilização de recursos públicos” pelo ex-presidente Inácio Melo — que também teria se engajado em “campanha política partidária” —, revelada pela coluna, e cita a prisão do ex-diretor de Administração e Finanças Rodrigo de Melo Teixeira por indícios de corrupção. Os sindicatos afirmam que tais casos representam “um ataque frontal à imagem do SGB-CPRM e à confiança que a sociedade deposita nas instituições federais”.

Entre as medidas pedidas ao governo, estão uma auditoria sobre as ações da antiga diretoria, a nomeação de novos dirigentes “com currículo e experiência comprovada”, a recomposição de perdas salariais, a atualização do Plano de Cargos e Salários, e a implementação do Plano de Demissão Incentivada.

As entidades que assinam o documento – Fetramico, Fisenge, Sitramico, Senge-RJ, Conae e a associação de ex-empregados do SGB – afirmam que os ministérios têm “o dever e a prerrogativa de agir com presteza e firmeza para estancar a crise e garantir que o SGB-CPRM seja administrado com seriedade e competência”.

Queda dos presidentes

O Conselho de Administração do SGB decidiu exonerar, na quarta-feira (13/11), a presidente interina, Sabrina Góis. Ela ocupava a posição desde 15 de outubro após o seu antecessor, Inácio Cavalcante Melo, renunciar ao cargo devido a irregularidades no uso de verbas públicas reveladas pela coluna.

A demissão de Sabrina ocorreu após o Metrópoles revelar, na coluna de Igor Gadelha, que, em 2018, Sabrina comemorou a prisão do então ex-presidente Lula e postou fotos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Inácio Cavalcante Melo, por sua vez, pediu demissão após a a utilização de recursos públicos para pagar suítes executivas e refeições com camarão flambado durante viagens dos dois filhos a Florianópolis (SC) e Maceió (AL).

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