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Paulo Cappelli

Delgatti à PF: “Descuido de servidores” permitiu invasão a site do CNJ

Hacker Walter Delgatti relatou que senhas usadas em sistema do CNJ eram “frágeis” e de “fácil dedução”, como “123mudar” ou “cnj123”

atualizado

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Walter Delgatti hacker
1 de 1 Walter Delgatti hacker - Foto: Reprodução

O descuido de servidores do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) permitiu o acesso do hacker Walter Delgatti Neto ao sistema do órgão. “Os servidores confiavam demais que o sistema não seria invadido”, disse o hacker em depoimento à Polícia Federal.

Delgatti foi preso nesta quarta-feira (2/8) por inserir mandados e alvarás de soltura falsos no Banco Nacional de Mandados de Prisão do CNJ.

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Há quatro mandados de busca e apreensão em cumprimento, tanto no apartamento funcional quanto no gabinete da deputada, em Brasília
Polícia Federal no prédio onde fica o apartamento funcional da deputada Carla Zambelli
Polícia Federal deflagrou Operação 3FA contra a deputada federal Carla Zambelli (PL) e o delator Walter Delgatti, nesta quarta-feira (2/8)
Hacker Walter Delgatti não conseguiu invadir urnas eletrônicas
O hacker Walter Delgatti e a deputada Carla Zambelli
Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão no imóvel funcional da deputada Carla Zambelli
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Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão no imóvel funcional da deputada Carla Zambelli

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Há quatro mandados de busca e apreensão em cumprimento, tanto no apartamento funcional quanto no gabinete da deputada, em Brasília
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Há quatro mandados de busca e apreensão em cumprimento, tanto no apartamento funcional quanto no gabinete da deputada, em Brasília

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Hacker Walter Delgatti não conseguiu invadir urnas eletrônicas
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Hacker Walter Delgatti não conseguiu invadir urnas eletrônicas

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O hacker Walter Delgatti e a deputada Carla Zambelli
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O hacker Walter Delgatti e a deputada Carla Zambelli

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Hacker Walter Delgatti foi preso pela PF nesta quarta-feira
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Hacker Walter Delgatti foi preso pela PF nesta quarta-feira

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Walter Delgatti e Danilo Cristiano
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Walter Delgatti e Danilo Cristiano

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No depoimento, o hacker contou que conseguiu acesso ao repositório de códigos-fonte usados pelos desenvolvedores do sistema do CNJ, o GitLab, usando um bug em outro site.

Nesse repositório, ele localizou uma plataforma auxiliar onde os desenvolvedores do sistema trocavam mensagens. Ele passou a acompanhar as conversas para entender o funcionamento dos códigos.

Delgatti analisou linhas de códigos por três meses e percebeu que muitas senhas usadas “eram muito frágeis, a exemplo de ‘123mudar’, ‘cnj123’ e ‘p123456’, ou seja, de fácil dedução”.

Foi assim que ele conseguiu acesso ao primeiro usuário que usou para entrar no sistema. O usuário “rosfran.borges” acabou sendo descoberto, e seu acesso foi bloqueado.

O hacker contou que o servidor Rosfran Borges “não teve qualquer participação na invasão, não tendo fornecido sua senha”, mas, na plataforma usada para as mensagens dos desenvolvedores, foi xingado por conta da invasão.

Uma das senhas “123mudar” era exatamente do conjunto de protocolos que dava acesso a diretórios de informações do CNJ, o LDAP.

“Em alguns bancos de dados, a senha não era um ‘hash’ [uma senha criptografada], mas a senha em si, o que demonstrou um descuido por parte dos administradores, haja vista possibilitar combinações em outros sistemas”, disse Delgatti.

A operação desta quarta-feira também cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços da deputada Carla Zambelli. Ela foi apontada por Delgatti como mandante das invasões ao sistema do CNJ.

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