
Paulo CappelliColunas

CPI contra João Campos recebe assinatura de vereador do PT
Pedido de criação de CPI para apurar reclassificação de candidato em vagas para PCDs conta com assinatura do presidente municipal do PT
atualizado
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O pedido de abertura de CPI contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB), aliado de Lula, conta com a assinatura do presidente do PT no município, Osmar Ricardo.
Os vereadores pretendem investigar as suspeitas de tráfico de influência e nepotismo cruzado na nomeação de um candidato, filho da procuradora do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) Maria Nilda Silva e do juiz Rildo Vieira da Silva, no cargo de procurador municipal em um concurso realizado em 2022. O requerimento apresentado pelo vereador Thiago Medina (PL) já foi subscrito por 13 vereadores, número mínimo para a criação da comissão.
A decisão de Osmar Ricardo acontece em meio às negociações pelo apoio do PT a uma eventual candidatura de Campos ao governo do estado. O presidente do partido no estado, Carlos Veras, afirmou que a iniciativa do vereador foi pessoal.
“Esse assunto não foi discutido pelo partido no Recife, nem na bancada de vereadores e nem na Federação Brasil Esperança. Osmar me comunicou depois de ter assinado e ele é que pode esclarecer os motivos. Quinta-feira, quando voltar de Brasília, vamos conversar para entender essa decisão pessoal dele”, disse Veras ao Blog Dantas Barreto.
Procurado, Osmar Ricardo não retornou o contato.
Nomeação
A Câmara Municipal do Recife vai investigar a nomeação de um candidato classificado em 63º lugar nas vagas convencionais do concurso para procurador do município em 2022. Em 2024, Lucas Vieira Silva apresentou um laudo de autismo e solicitou sua reclassificação para as vagas destinadas a pessoas com deficiência.
O pedido foi negado e o candidato recorreu mais uma vez. Em 2025, dois procuradores municipais foram nomeados por João Campos devido às aposentadorias de dois outros servidores. Um deles, recém-empossado, acolheu o recurso de Vieira.
No dia 23 de dezembro, o prefeito publicou a nomeação, ignorando que outros candidatos às vagas para PCDs haviam ficado à frente de Vieira na classificação final. A publicação foi revertida dias depois, após a repercussão negativa do caso.



