metropoles.com
Paulo Cappelli

MJ nega recurso de policial federal expulso por fraudar operação

Policial federal e ex-vereador foi condenado por plantar pen drive em ação que levou à prisão de militar por pedofilia

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução
1 de 1 - Foto: Reprodução

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) negou o recurso apresentado pelo ex-escrivão da Polícia Federal (PF) e ex-vereador Cláudio Ribeiro Prates (foto), acusado de fraudar uma operação policial que resultou na prisão do tenente aposentado Wendel Nassau Nether sob acusações de pedofilia e posse ilegal de armas, em 2010.

Além de servidor da PF, Prates também atuou como vereador e presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, Minas Gerais. Ele foi expulso da corporação após a conclusão de processo administrativo que apontou a prática de fraude durante a operação “Senhor das Armas”.

MJ nega recurso de policial federal expulso por fraudar operação - destaque galeria
3 imagens
MJ nega recurso de policial federal expulso por fraudar operação - imagem 2
Fachada do TRF1.
Denúncia à PF partiu de donos de clínicas e médicos
1 de 3

Denúncia à PF partiu de donos de clínicas e médicos

Reprodução / PF
MJ nega recurso de policial federal expulso por fraudar operação - imagem 2
2 de 3

Reprodução
Fachada do TRF1.
3 de 3

Fachada do TRF1.

Wilson Dias/Agência Brasil

De acordo com as investigações, o ex-agente “plantou” um pen drive contendo material de pedofilia em um dos locais de cumprimento dos mandados de busca e apreensão. O investigado foi preso em flagrante e permaneceu meses respondendo a processo criminal por armazenamento de conteúdo pornográfico infantil.

No decorrer da apuração, foi apontado que o dispositivo teria sido inserido artificialmente. Além disso, o processo administrativo registrou a realização de diligências consideradas artificiais ou simuladas para dar aparência de legalidade à descoberta do material.

Ao decretar a perda do cargo da PF, a sentença ressaltou a gravidade dos atos praticados pelo réu, incompatíveis com o exercício de suas funções, “tendo ele se valido do cargo para obter a deflagração de uma operação lastreada em informação policial ideologicamente falsa, com posterior inovação artificiosa”.

O caso resultou em denúncia do Ministério Público Federal por fraude processual. Em 2020, ele foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) a 3 anos, 1 mês e 14 dias de prisão. A pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa.

 

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comPaulo Cappelli

Você quer ficar por dentro da coluna Paulo Cappelli e receber notificações em tempo real?