Paulo Cappelli

Carta de senador dos EUA a Gonet indica mais alvos de Trump

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu uma carta na qual senador norte-americano cobra “esclarecimentos” sobre Alexandre de Moraes

atualizado

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1 de 1 gonet-recebe-carta-de-aliado-de-trump - Foto: Vinicius Schmidt/Metropoles

Integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) se surpreenderam com o fato de o senador norte-americano Shane David Jett (Republicanos), aliado de Donald Trump, acionar o gabinete do procurador-geral, Paulo Gonet.

A PGR não esperava entrar no foco dos Estados Unidos, que tem direcionado sua munição ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao governo Lula.

Em carta enviada a Gonet, Shane David Jett solicitou “esclarecimentos sobre medidas adotadas pelo MPF/PGR para combater ilegalidades noticiadas na imprensa brasileira e internacional diante da possibilidade de sanções americanas”.

O documento foi endereçado ao PGR em fevereiro e voltou a ganhar relevância esta semana após Trump elevar o tom contra o Judiciário brasileiro e anunciar uma ofensiva comercial ao Brasil.

Como mostrou a coluna, Gonet e delegados da Polícia Federal também entraram na mira de sanções dos Estados Unidos sob o argumento de que dariam “sustentação” a supostas ações ilegais de Moraes.

Inicialmente, a Casa Branca planejava sancionar apenas o magistrado do STF, de modo a analisar quais autoridades continuariam apoiando o ministro. Após o novo movimento de Trump, de iniciar um tarifaço, auxiliares do presidente norte-americano dizem não se surpreender caso o escopo das sanções seja ampliado já em um primeiro momento.

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Senador Shane Jett enviou carta a Gonet
Paulo Gonet e Alexandre de Moraes
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Paulo Gonet e Alexandre de Moraes

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Senador Shane Jett enviou carta a Gonet
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Senador Shane Jett enviou carta a Gonet

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Curiosamente, o ímpeto do presidente dos Estados Unidos pode se sobrepor até mesmo ao plano traçado por Eduardo Bolsonaro (PL), que pretendia “isolar” somente o ministro Alexandre de Moraes.

Gonet acusa Bolsonaro de cometer crimes

Ao denunciar Bolsonaro no chamado “inquérito do golpe”, Gonet apontou os crimes de golpe de Estado, organização criminosa e abolição violenta do Estado democrático de direito.

Servidores do MPF próximos a Gonet argumentam que o procurador-geral tem baseado suas manifestações em critérios técnicos, sem que haja politização em sua forma de atuar.

Eles citam, entre outros fatores, a recusa do PGR em apreender o passaporte de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), medida que havia sido solicitada pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias.

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